terça-feira, 27 de outubro de 2026

13º SALÁRIO+GREVE GERAL+05 DE JULHO * TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA/TCL

13º SALÁRIO+GREVE GERAL+05 DE JULHO
NOTA

O 13º salário foi conquistado através de uma greve, a GREVE GERAL de 05 de julho de 1962. 

Se a conquista desse direito não fosse importante por si só, já seria o suficiente, mas isso levou a classe trabalhadora brasileira a se mobilizar e entrar em greve. Muitos poderiam se perguntar por que isso, se o governo de então ainda é considerado por todos como um "governo democrático", ou seja, o Governo João Goulart. 

Pois é, democrático ou não, o certo é que em 05 de julho de 1962 o Brasil realizou uma das mais belas demonstrações de consciência de classe, usando o Direito de Greve e conquistando mais um direito. 

No entanto, um detalhe chama atenção: o DIA 05 DE JULHO. Essa data tem seu registro em diversos momentos da história do Brasil. Foi nessa data em 1914 que se realizou no Brasil o primeiro voo e foi feito pelo piloto Eduardo Pacheco; em 1922 realizou-se o LEVANTE DOS 18 DO FORTE DE COPACABANA; e em 1924 ocorreu a REVOLTA PAULISTA. Além disso, em 1935 registra-se o LEVANTE COMUNISTA, encabeçado pela ANL-Aliança Nacional Libertadora, liderada por Luís Carlos Prestes. 

Portanto, são três fatores importantes da nossa história nacional e da luta de classes.

"TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA"
TCL
"O 13º veio de uma greve geral

Há que se lembrar da greve geral de 1962 para sabermos que os direitos de hoje são frutos de lutas de ontem.

Quando você receber seu 13º salário – se o governo Temer não acabar com ele – saiba que esse direito foi resultado de uma greve geral, em 05 de julho de 1962.

O 13º salário não era, até aí, uma obrigação legal. Certas empresas, especialmente grandes estatais e multinacionais, já o pagavam – algumas, menos que o salário mensal. A grande maioria dos empregadores, porém, não o fazia até que o Congresso Nacional aprovasse, uma semana após a greve, a Lei 4090/62, estabelecendo sua obrigatoriedade. As associações patronais anunciaram o fim do mundo: a lei seria demagógica, populista e irresponsável, típica de “agitadores” que mergulhariam o país no comunismo; não era por má vontade, insistiam, que não se pagava o 13º – era por impossibilidade, ele desestabilizaria a economia, quebraria as empresas, traria desemprego. Quando o projeto de lei ainda estava em discussão no Congresso, o jornal “O Globo” estampou: “Considerado desastroso para o país um mês de 13º salário”.

O desastre, é claro, não veio. Pelo contrário, o 13º, plenamente incorporado à sociedade nacional, injeta, desde então, recursos na economia. Mas foi ferozmente combatido por um discurso que brandia “responsabilidade” e argumentos técnico-econômicos para disfarçar a exploração do capital sobre o trabalho. Como sempre.

A greve, deflagrada 18 dias após o Brasil conquistar o bicampeonato mundial de futebol – o que desmente análises rasteiras que vinculam os sucessos no futebol a uma “apatia sócio-política” da população –, afetou sobretudo empresas estatais ou sob controle do governo, embora o setor privado não tenha passado incólume. Nos transportes, ferrovias, bancos e portos a paralisação foi expressiva, assim como nas refinarias e distribuidoras da Petrobras. Cruzaram os braços trabalhadores de São Paulo, Fortaleza, Belém, Recife, Salvador, Campina Grande, Vitória, Santos, Cubatão, Belo Horizonte, Paranaguá, Itajaí, Criciúma, entre outras.

Mas, no Rio de Janeiro o movimento teve o alcance mais profundo – e mais trágico. Lá a paralisação foi majoritária entre os trabalhadores da construção civil, de telefonia, gráficos e têxteis, e praticamente total entre os bancários, aeroviários, rodoviários, metalúrgicos e trabalhadores de transportes como os carris (bondes) e ferroviários da Central do Brasil. Por conta da greve destes últimos, a população da baixada fluminense que se dirigia ao trabalho, na manhã de 5 de julho, ficou sem condução. A insatisfação do momento, somada à insatisfação crônica com as carências da vida, levou a saques e depredações de casas comerciais. Pegos de surpresa, os comerciantes, a princípio, pouco puderam fazer. À tarde, quando as forças policiais chegaram, mataram mais de 50 pessoas. Esse “motim da fome”, como a imprensa chamou o acontecido, deixou na baixada outro saldo triste: os grupos de extermínio. Segundo o sociólogo José Carlos Alves, ao perceberem que os clientes e moradores poderiam, de uma hora para outra, virar saqueadores, devido à sua miséria, grupos de comerciantes locais criaram, com apoio de alguns policiais, o primeiro grupo de extermínio, batizado Vigilantes da Ordem.

A greve teve, também, um objetivo explicitamente político: impedir, dentro do regime parlamentarista da época, a formação de um gabinete conservador e, como dizia o jargão nacionalista, “entreguista”. Meses depois outra greve geral reivindicou a antecipação do plebiscito que decidiria sobre a continuação ou não do parlamentarismo. Esse crescimento e politização do movimento obreiro alarmou sobremaneira as classes dominantes, e foi, certamente, um dos fatores do golpe de 1964. A direita, portanto, não fala dessas greves. E para o chamado “novo sindicalismo”, que surgiu no fim dos anos 1970, todo o sindicalismo de 1946 a 1964 era “pelego”.

A greve de 1962, que nos trouxe o 13º salário, permanece, assim, quase esquecida. Há que lembrá-la, para sabermos que os direitos de hoje são frutos de lutas de ontem, e que se não continuarmos a lutar, amanhã teremos nada.

*Rubens Goyatá Campante é doutor em sociologia pela UFMG e pesquisador do Núcleo de Pesquisas da Escola Judicial do TRT-3ª Região."
*

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES * Comissão Organizadora dos Comitês Operários/Brasil

 POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES

INTRODUÇÃO


Para construirmos o PODER DOS TRABALHADORES precisamos 1 - Organizar nossos instrumentos de defesa, ou seja, os nossos COMITÊS OPERARIOS, totalmente controlado por nós, onde todas as nossas decisões sejam oriundas de nossas assembleias.

2 - Órgãos decisórios: nossos órgãos decisórios são as nossas assembleias dos segmentos de que participamos, ou seja, locais de moradia, trabalho e estudo; 2.1 - as assembleias elegem uma coordenação específica de seu segmento; 2.2 - a coordenação de cada segmento elege até 2 membros como representantes no Conselho Geral de Comitês Operários. 

3 - o Conselho Geral de Comitês Operários é o órgão máximo de decisão na construção do Poder dos Trabalhadores.

4 - o Conselho Geral é o órgão executivo e deve encaminhar todas as decisões vindas dos órgãos de base.

*NOSSAS TAREFAS*

1) Criar Comitê Permanente de Mobilização Popular, por local de trabalho, moradia e estudo, rural e urbano, acionados sempre que um direito do trabalhador for ameaçado, ou, quando se busca ampliar direitos ou qualquer outra ação que fortaleça a cidadania;

2) REESTATIZAR todo o complexo ESTRATÉGICO BRASILEIRO, de petróleo, energético e mineral, incluindo as TERRAS RARAS. Por exemplo, a empresa Petrobrás com todas as suas ramificações passando desde pesquisa, prospecção, refino e distribuição, sejam EFETIVAMENTE MONOPÓLIO do Estado. Retomada da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), pelo Estado e a venda por este somente produtos industrialmente processados (lingotes, chapas etc.) para os para os países interessados;

3) Revogação imediata de todas as REFORMAS TRABALHISTAS e PREVIDENCIÁRIAS que prejudicaram os trabalhadores, e que diminuíram direitos e garantias aos ativos e aposentados.

4) Recuperação do salário mínimo para que atinjamos no menor espaço de tempo possível aqueles valores que estão ESTIPULADOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL e que é atualizado mensalmente pelo DIEESE.

5) Reforma Agrária sob controle dos trabalhadores organizados em cooperativas com toda assistência (técnica e financeira) aos assentados, garantindo-lhes todo o domínio do processo, do plantio à distribuição;

6) Garantia da escala 5X2 e a diminuição das horas de trabalho semanais sem perda salarial;

7) Garantia do piso salarial aos professores e profissionais da saúde;

8) Reformulação da Doutrina Militar em nossas Forças Armadas e introdução do programa pedagógico voltado para a humanização do militar, desde os colégios militares até às academias, como forma de combater o mercenarismo e fortalecimento do patriotismo, retirando os preceitos estabelecidos durante a Guerra Fria, onde se tem "o inimigo interno" a ser vigiado e combatido, e estabelecendo outras diretrizes, para que nossas Forças Armadas contribuam para o desenvolvimento, inclusive tecnológico e econômico do país; as Forças Armadas devem ser estimuladas a produzir o máximo de armamentos em território nacional, gerando soberania em equipamentos também nesse setor.

9) Imediata abertura de AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA, cessando todos os pagamentos até a conclusão final desses trabalhos;

10) Fim da autonomia do Banco Central e a estatização de todo o sistema financeiro.

11) Retomada da industrialização com a queda vertiginosa da taxa SELIC que hoje impede que empresários possam gerir adequadamente seus negócios e investimentos.

12) Que o setor diplomático seja rápido e responsável, rompendo relações com países que promovam direta ou indiretamente genocídio e violação sistemática dos Direitos Humanos. O rompimento não deverá ser apenas diplomático, mas que atinja todos os ramos, inclusive os militares, culturais e econômicos;

13) Eliminação do analfabetismo, inclusive o funcional, em todo o território nacional dentro de no máximo 3 anos, proporcionando ao mesmo tempo ensino de qualidade e acesso às universidades sem o concurso dos vestibulares;

14) Consulta popular no meio do mandato presidencial para verificar se a população aprova ou não a continuidade da administração presidencial.

15) Introduzir na constituição a revogabilidade de mandato em todos os níveis através de Iniciativa Popular conforme estabelecido no Artigo 14 (inciso III) e no artigo 61 (§ 2º) da Constituição.

TODO PODER AOS TRABALHADORES!

NOTA

Companheiros, nesta comissão devemos adicionar somente pessoas com a necessária consciência de que apenas o sindicato, o parlamentar e o membro do poder executivo ( prefeito, governador ou presidente) nao são os responsáveis por solucionar os nossos problemas. Ou seja, sem nossa devida organização em cada segmento da vida social é preciso entender que ninguém sabe que nós existimos. Pagar impostos e votar nunca diminuiu a miséria de ninguém. Portanto, a luta de classes não é um piquenique; à luta companheiros!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

RIO IN ROCK IN RIO * MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR

RIO IN ROCK IN RIO 
Houve ontem, 22/07, a 5ª rodada de negociação entre rodoviários e patrões. Mas terminou sem acordo. Os patrões querem dar apenas 5% de aumento salarial mas os trabalhadores insistem na sua pauta de reivindicações. 

AS REIVINDICAÇÕES:
A pauta de reivindicações dos trabalhadores, que operam uma frota de aproximadamente 3.600 ônibus na capital, inclui:
● Reajuste: 12% (dividido em duas parcelas);
● Piso Salarial: R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais;
● Benefícios: Vale-alimentação de R$ 1 mil e implementação de plano de saúde;
● Condições laborais: Revisão da escala de trabalho e da jornada de 7 horas e meia.
RIO IN ROCK IN RIO 
é o clima que toma conta da cidade. Calor de mais de 40 graus e frio de menos de 10. Gripes, sinusites, tosses,
pneumonias, tudo matando sem piedade, sem saúde pública à altura, sem
saúde alimentar suficiente, sem governador, sem prefeito, sem limites
para o "poder paralelo" abusar dentro e fora de todas as linhas. Por
que sem governo ou com governo, quem detém o "poder paralelo"?

RIO IN ROCK IN RIO de greves de ônibus e a população à mercê do
transporte clandestino achacante, do ônibus bandalha conduzido por
bandoleiro, do protesto de motoristas no metrô, no terminal GENTILEZA
ou ALVORADA, da passeata de camelôs na zona sul,por que os turistas do
RIO IN ROCK IN RIO não podem ver a CIDADE MARAVILHOSA REAL, com seus
pobres nas calçadas, crianças pedindo um pão, meninas se prostituindo,
jovens vendendo drogas e pivetes-trombadinhas-marginais assaltando um
celular.

Tudo isso por que o capital do investidor vende por vias virtuais uma
cidade imaginária, pra convencer o gringo de que o RIO IN ROCK IN RIO
é o paraiso na terra do PATROPI. Aliás, a música que chega a ouvidos
moucos não fala disso.

O PIB do Estado do Rio de Janeiro cresceu 4,2% no primeiro trimestre
de 2026. Esse avanço foi puxado pelo setor industrial, que disparou
9,8%. A extração de petróleo e gás natural continua como o motor
principal da economia fluminense.

A Construção Civil apresentou alta de 2,6%, gerando cerca de 7,4 mil
novos empregos com obras de infraestrutura.
Turismo: Movimentou R$ 12,2 bilhões apenas no primeiro quadrimestre na
capital, um aumento de 3,2%. [1, 2, 3].

.... No transporte de passageiros, o estado busca ampliar a integração
entre modais (como trens, metrô e ônibus) e manter tarifas sociais
estáveis para garantir o direito à mobilidade e o acesso ao emprego... como se 5,00 por passagem fosse "tarifa estável"...

Transporte de Passageiros: O segmento rodoviário e aéreo de
passageiros apresentou recuo de receita recentemente, mas o estado
implementou medidas para tornar os aeroportos fluminenses mais
competitivos, visando atrair companhias e fomentar o turismo. Além
disso, a expansão da Tarifa Zero avança em municípios da região
metropolitana como alternativa para devolver poder de compra à
população.

...O transporte de passageiros busca estratégias como a tarifa zero
municipal e incentivos ao Galeão para reaquecer o setor, enquanto a
construção civil e a logística compensam quedas em outras áreas para
gerar empregos ...

E OS TRABALHADORES COM ISSO....

Os motoristas de ônibus no Rio de Janeiro estão em estado de greve e
novas paralisações podem ocorrer a qualquer momento. A categoria
rejeitou a oferta de 5% de reajuste salarial feita pelo sindicato das
empresas. Uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT)
está marcada para a próxima quarta-feira (22). 

MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR


terça-feira, 21 de julho de 2026

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983 * Ernesto Germano Parés/RJ

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983
GREVE GERAL ENFRENTA A DITADURA!
*
Há 43 anos o Brasil vivia um importante momento histórico. Em plena ditadura militar, três milhões de trabalhadores foram às ruas! A greve teve a adesão de 35 entidades sindicais e de associações de funcionários públicos. O destaque da época é que entidades da sociedade civil, que se calaram recentemente quando o país sofria com os golpes da direita, participaram e deram apoio à aquele movimento: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outras se solidarizaram com os trabalhadores e divulgaram notas e apoio público às manifestações.
*
O país tinha o general João Batista de Figueiredo como presidente e o chamado “milagre econômico” dos militares já tinha naufragado. A economia arrasada, inflação descontrolada (chegando a 100% ao ano), a crise da dívida externa e o desemprego em massa.
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Em 1981, como já relatamos e ilustramos em um texto anterior, havia sido criada a “Comissão Nacional Pró-CUT”, durante o encontro que foi conhecido como Conclat. E foi a “Comissão Pró-CUT” que conclamou os trabalhadores para a 1ª Greve Geral no país depois do golpe de 1964.
*
“Foi a primeira grande luta nacional que unificou os trabalhadores, após as greves de 1978, 1979, e obteve muita repercussão, contribuindo para termos um forte movimento pelas Diretas Já, alguns meses depois. Sem dúvida, foi um marco fundamental da resistência à ditadura, que já se encontrava em forte declínio, tanto que conseguimos derrotar um dos seus decretos na votação da Câmara”, lembrou em um depoimento o ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP).
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Atendendo às determinações do FMI, o governo aumentava os juros para conter a inflação e cortava despesas, chegando ao ponto de baixar, em maio, o Decreto-Lei 2.025 que extinguia todos os benefícios dos empregados das empresas estatais. A reação dos trabalhadores foi imediata. No dia 16 de junho, 35 entidades sindicais e associações de funcionários públicos aprovam o estado de greve, em protesto contra o decreto.
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Metalúrgicos, petroleiros, bancários, professores e outras categorias assumiram aquela bandeira e mostraram que os trabalhadores já não suportavam o arrocho e a violência.
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O governo recuou, mas no dia 29 de junho Figueiredo assinou um novo decreto, o 2.036, atacando diretamente os direitos dos funcionários das estatais acabou com o abono de férias, as promoções, os auxílios alimentação e transporte, o salário adicional anual e a participação nos lucros, só para citar alguns. Menos de um mês depois, em julho, emitiu o Decreto-Lei 2.045 para limitar ainda mais os reajustes salariais da categoria. Em todo o país o exército entra em prontidão!
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“Fora Daqui o FMI” foi o grito que explodiu com toda a força por tanto tempo represado. E a Greve Geral de 24 horas em todo o país se tornou uma realidade. Setores reformistas da esquerda não acreditavam na greve, não aconselhavam a greve, não desejavam a greve, mas tiveram que engolir também os trabalhadores nas ruas gritando que não suportavam mais.
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Importante destacar que aquela greve impactou profundamente mais de 40 milhões de pessoas e foi o caminho encontrado pelo conjunto de mais de cem entidades sindicais para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.
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Pouco mais de um mês depois, no dia 28 de agosto de 1983, em um Congresso de Trabalhadores era fundada a Central Única dos Trabalhadores!
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VIVA A GREVE GERAL DE 1983!
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VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA!
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A GREVE É UM DIREITO LEGÍTIMO DOS TRABALHADORES.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

NEGOCIAÇÕES ENTRE RODOVIÁRIOS E EMPRESAS DE ÔNIBUS NO RIO TERMINAM SEM ACORDO NO TRT * Mídia Informal

NEGOCIAÇÕES ENTRE RODOVIÁRIOS E EMPRESAS DE ÔNIBUS NO RIO TERMINAM SEM ACORDO NO TRT

A tentativa de conciliação entre o sindicato dos rodoviários e o Rio Ônibus, que representa as empresas do setor, terminou sem um acordo nesta quarta-feira (15), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com o impasse, uma nova audiência foi agendada para o dia 22 de julho.

O cenário de negociação permanece travado. As empresas mantiveram a oferta de 5% de reajuste salarial e no valor da cesta básica, argumentando não haver espaço para novas contrapropostas. Os rodoviários, por sua vez, rejeitaram o índice, reforçando suas exigências por uma valorização maior. A categoria, que iniciou o processo pedindo 17% de aumento, cedeu para uma proposta de 12%, a ser quitada em duas parcelas, mas não houve consenso.

PONTOS DE DIVERGÊNCIA

Além da questão salarial, a jornada de trabalho é um dos principais focos de conflito. O sindicato dos rodoviários contesta a jornada de 7 horas e meia, alegando que o desconto salarial referente à última meia hora é indevido, uma vez que o intervalo não permite condições adequadas para alimentação ou descanso.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanhou a audiência e manifestou apoio à demanda da categoria, solicitando que as empresas apresentem uma solução para o impasse na jornada.

AS REIVINDICAÇÕES:
A pauta de reivindicações dos trabalhadores, que operam uma frota de aproximadamente 3.600 ônibus na capital, inclui:
● Reajuste: 12% (dividido em duas parcelas);
● Piso Salarial: R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais;
● Benefícios: Vale-alimentação de R$ 1 mil e implementação de plano de saúde;
● Condições laborais: Revisão da escala de trabalho e da jornada de 7 horas e meia.

As partes devem retornar ao TRT na próxima semana para tentar evitar um agravamento do movimento grevista no sistema de transporte da cidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO * Movimento de União dos Rodoviários-MUR

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO:
MAS OS RODOVIÁRIOS NEM CANTARAM "CIDADE MARAVILHOSA" 

A greve dos rodoviários cariocas foi o desfecho da campanha salarial 2026, coisa muito rara nos últimos anos, que só aconteceu devido à intransigência patronal. 

A categoria esgotou todas as chances de entendimento, para evitar o pior, ou seja, ir parar no TRT ou ter que chegar às últimas consequências: A GREVE.

Mas o empresariado preferiu pagar pra ver, e viu: 3 dias de paralização, que só não ficou pior graças ao metrô, ao trem, ao vlt e o transporte alternativo, as vãs. Fora disso, foi a bicicleta, os úberes e a abençoada carona com os amigos.

Mas o saldo foi memorável. Fazia muito tempo que o Rio não assistia a uma greve forte, forte o suficiente pra dar um sacode no patronato e em seus políticos "arregados". A última também memorável foi a GREVE DOS GARIS, 
em junho de 2023. 

Essas duas greves juntam-se a partir de agora no panteão da história operária do Rio de Janeiro, ambas pela sua força, ambas por mostrar à cidade e a seus exploradores que são os trabalhadores os verdadeiros donos de nossos destinos e por fazer as elites e seus lacaios sentirem na pele que sem o suor do peão, eles não valem nada!

É claro que sair da greve sem a desejada conquista é chato, dá um deprê danado. Mas a categoria saiu de cabeça erguida. Foi ela que decidiu. O juiz fez a proposta de suspensão do movimento, dar uma estudada nas propostas e voltar com melhores argumentos. Com isso, a direção do sindicato propôs que a assembleia decidisse e decidiu. Suspensão até 06/07. 

Foi o sufuciente para um suspiro de alívio do tribunal e do empresariado, que ja notavam o clima ficando pesado na cidade. Quebra-quebra no Alvorada, no terminal de Campo Grande, de Deodoro, Central do Brasil e o perigo de essa onda chegar ao GENTILEZA, que atualmente representa uma garganta de fluxo  da maior importancia, por onde passa a cidade inteira o tempo todo, o que exige a máxima atenção. 
A PAUTA DOS RODOVIÁRIOS 
não tem nada demais, nada fora do comum:
1 - ESCALA 5X2
2 - REAJUSTE SALARIAL DE 17%
3 - FIM DOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS
4 - CORREÇÃO DOS BENEFÍCIOS
(VALE ALIMENTAÇÃO E PLANO DE SAÚDE),
só, nada fora da caixa!

Como o patronato não quer dialogar e insiste em 4,5%, A GREVE pode esperar até 06/07.

Outro aspecto positivo da greve dos rodoviários cariocas foi a presença, aliás, tranquila, de vários grupos da categoria que exercem o SINDICALISMO DE BASE, independente, livre da pelegada do sindicato. A participação do TARIFA ZERO, do VAT-Vida Além do Trabalho, do Movimento de União dos Rodoviários-MUR- ligado à Tendência Sindical TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA, todos contribuindo para mobilização e organização dos rodoviários. Afinal, o melhor sindicalismo não é aquele feito pela atuação da diretoria sindical, mas aquele realizado pelos trabalhadores nos seus locais de trabalho, sempre cobrando do patrão os devidos direitos dos trabalhadores.

Disso tudo, fica a responsabilidade de manter os trabalhadores mobilizados pra chegar à AUDIÊNCIA DO DIA 06/07 com total disposição pra lutar, porque daqui até lá a corrupção patronal vai tentar de tudo pra "BOTAR ÁGUA NO CHOP"...

FOLCLORE RODOVIÁRIO
No folclore rodoviário do Rio de Janeiro, o termo "Leão" é uma gíria.
Ele dá nome a qualquer trabalhador do transporte urbano. Isso inclui
motoristas, cobradores e despachantes. A lenda diz que dirigir ônibus
exige "matar um leão por dia". O termo representa a força e a coragem
necessárias para enfrentar o trânsito pesado e a rotina exaustiva nas
ruas cariocas.

A Origem do Termo

A expressão "matar um leão por dia" é muito usada no Brasil. Ela serve
para descrever tarefas muito difíceis. No dia a dia dos rodoviários, o
leão é o símbolo de superação. [1, 2]
O trabalhador enfrenta desafios como:

O trânsito caótico.

O estresse das grandes avenidas.
As longas jornadas de trabalho.

Todos os profissionais se chamam de "leão" para mostrar que são
guerreiros. Eles vencem uma batalha nova a cada viagem concluída

A Vida nas Garagens

O folclore dos ônibus também está cheio de superstições e gírias. As
garagens são locais onde os motoristas contam histórias. Nessas rodas
de conversa, os motoristas mais experientes compartilham conselhos e
técnicas para desviar de problemas mecânicos e lidar com passageiros.

Para entender a força desses trabalhadores e a cultura do transporte
no Rio de Janeiro: ouça a canção LEÃO DO NORTE, com Elba Ramalho.
Nosso símbolo
MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR

segunda-feira, 1 de junho de 2026

FORA PEC DO PATRÃO * Alexandre Santos/PE

FORA PEC DO PATRÃO
A PEC DOS PATRÕES 
Alexandre Santos 

A Direita, especialmente os grupos mais próximos da extremidade do espectro político, não se emenda. Aquela turma não consegue ver ninguém feliz, sorrindo, satisfeito. A alegria das classes populares parece incomodar a Direita. 

Agora, por exemplo, depois da Câmara dos Deputados ter aprovado a Proposta de Emenda à Constituição pondo fim à jornada de trabalho 6x1, ao invés de acelerar a votação no Senado para a medida entrar logo em vigor, a bancada bolsonarista resolveu apresentar uma 'PEC do Patrão' que, anulando os efeitos do fim da jornada 6x1, permite a livre negociação individual entre empregador e empregado para flexibilizar a jornada de trabalho, criando um regime baseado em horas efetivamente trabalhadas ou em jornadas flexíveis de acordo com a vontade das partes.

 Aliás, a melhor forma de compreender a índole da tal PEC é observar o perfil dos parlamentares que a subscreveram: Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Sergio Moro, Ciro Nogueira, Tereza Cristina, Damares Alves, Hamilton Mourão, Vanderlan Cardoso, Nelsinho Trad, Oriovisto Guimarães, Styvenson Valentim, Zequinha Marinho, Marcos do Val, Eduardo Girão e Jayme Campos. 

Uma patota cujo sonho é a revogação da Lei Áurea e a ressurreição do 'tronco' como instrumento de estímulo. Além de voltar às ruas para exigir a aprovação do Fim da jornada 6x1, a sociedade precisa se mobilizar para evitar que aqueles que constituem o 'Congresso Inimigo do Povo' tenham assento do parlamento brasileiro.

A reprodução é permitida e desejável, preferencialmente se a fonte for citada.
Veja só esse texto e a denúncia: Contra todos bandidos vagabundos criminosos da direita do PL no comando do Brasil,  que votou nesse bandidos vagabundos da direita esse texto mostra exatamente que tipo de direita nós temos no Brasil,  todos votou contra projeto de lei escala 6x1,  não entendo porque ainda tem burros bolsonarista que votou nesse corja de bandidos vagabundo sem caráter criminoso que sempre votam contra projeto para melhorar a vida dos trabalhadores pobres desse Brasil,  vamos repassar esse texto para mostrar exatamente que tipo de direita nós temos no Brasil,  uma vergonha nacional e mundial são contra trabalhadores pobres de todo Brasil. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

ESCALA 6 X 1 NA RETA DECISIVA: MANTER A PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO E O GOVERNO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

ESCALA 6 X 1 NA RETA DECISIVA: MANTER A PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO E O GOVERNO
A luta pelo fim da escala 6x1 despertou a simpatia de amplas camadas da população. Essa simpatia se traduziu em mobilização, ainda que limitada. Essa mobilização já havia sido demonstrada no 1o de maio, a despeito do temor das principais centrais sindicais, que evitaram convocar atos unitários.

Há mobilizações, como o movimento de estudantes, docentes e servidores nas universidades estaduais paulistas. Significativa foi a greve dos servidores públicos municipais da capital paulista.

Ao mesmo tempo, a insatisfação da população com os governos e prefeituras da extrema-direita começa a se manifestar. Em São Paulo, a privatização da Sabesp, com o desmonte da empresa, acompanhada de uma crise hídrica, coloca o governador em cheque. No Rio, o ex-governador miliciano e bolsonarista frequenta as páginas policiais. O prefeito paulistano tem um caso de corrupção divulgado diariamente. Em Brasília, a atual e o ex-governador chafurdam no caso Master.

Essa situação se reflete nas pesquisas eleitorais. A ofensiva da extrema-direita de esvaziar a PEC do fim do 6x1 teve péssima repercussão. E o governo, que há um ano atrás era no mínimo reticente em relação à pauta, corre atrás da PEC, mesmo fazendo concessões inaceitáveis. O que faz com que seja necessário não afrouxar a pressão sobre o Congresso e o governo.

O movimento da classe trabalhadora mostra o caminho. A luta muda a vida. A luta é a chave para a vitória eleitoral contra extrema-direita.

O alívio das pesquisas eleitorais não é motivo para baixar a guarda. A possibilidade de se derrotar o fascismo e o imperialismo é real. Para concretiza-la e possibilitar um salto qualidade é necessário massificar a luta política. Essa é a tarefa da classe trabalhadora e dos comunistas em particular.
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 29 de abril de 2026

1º DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * TRABALHADORES, UNI-VOS!

 1º DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA


A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas * OutrasPalavras

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas
Na quarta (8), a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC 19/2024, que regulamenta o Piso Nacional da Enfermagem de forma associada à jornada de trabalho de 36 horas semanais. Apresentado por Eliziane Gama (PSD-MA), sob relatoria de Fabio Contarato (PT-ES), a aprovação significa que a proposta vai a plenário em caráter de urgência e ganha prioridade na pauta legislativa.

A expectativa da categoria é que a votação da PEC se dê até maio, uma vez que no segundo semestre o calendário eleitoral tende a desmobilizar o Congresso.

“O nosso prazo é curto, tudo acontece até junho, depois a gente não tem muita expectativa. É importantíssimo que o projeto chegue na Câmara o mais rápido possível. Agora, mais do que nunca, precisamos pautar com o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para ele sentir a necessidade das entidades e a urgência da pauta”, afirmou Solange Caetano, do Fórum Nacional de Enfermagem, a este boletim.

Presente em Brasília nas articulações pelo avanço do Piso, Solange considera que o Congresso demonstrou sensibilidade com a reivindicação de uma categoria que há anos luta por melhores condições de trabalho. Cabe destacar que o Piso da Enfermagem foi aprovado em 2022, também em contexto pré-eleitoral. No entanto, até hoje sua regulamentação exige lutas da categoria, em especial no setor privado.

A proposta original previa o piso atrelado a uma jornada de 30 horas semanais. Mas, logo após sua aprovação, o STF atendeu ao lobby do setor privado e concedeu liminar a garantir o pagamento mediante jornadas de 44 horas semanais.

“[A nova PEC] não altera a jornada já existente, apenas torna proporcional o valor para jornadas superiores. Com isso, representa um avanço no cumprimento do Piso da Enfermagem, porque na prática hoje nenhum enfermeiro está recebendo o piso cheio”, explicou Ludmila Outtes, presidente do sindicato que representa a categoria em Pernambuco.

Como publicado ao longo dos últimos quatro anos pelo Outra Saúde, a categoria mais numerosa do SUS lidou com vários obstáculos para a efetivação do piso, além de enfrentar um quadro crescente de exaustão no trabalho.

Ludmila lembra que o Estado reiterou sua tendência em absorver a argumentação liberal de falta de dinheiro, tanto no setor público como privado, e sempre colocou travas para limitar o piso. Assim, os valores estabelecidos, de R$ 4.750 para enfermeiras, R$ 3.325 para técnicas e R$ 2.375 para auxiliares já se encontra um tanto obsoleto.

“Ainda está distante do que queremos. Na verdade, o valor do piso já está bastante defasado porque estamos sem reajuste há quatro anos nesse valor – já que o ex-presidente Bolsonaro vetou o reajuste anual. Na prática, a PEC-19 ainda não devolve as perdas inflacionárias desse período”, explicou.

De todo modo, como corroboram as fontes ouvidas pela nossa reportagem, a categoria conseguiu aproveitar a necessidade dos parlamentares de se mostrarem amigáveis a pautas populares às vésperas de eleições. “É um avanço, então deve servir como mais um degrau na caminhada em defesa de um salário digno para a enfermagem brasileira”, concluiu Ludmila.
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