GREVE DA SAÚDE DO RIO COMPLETA UM MÊS
Nesta quinta, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro realizará assembleia de balanço dos 30 dias de greve da categoria na atenção primária à saúde da capital carioca. Trata-se de um dos maiores movimentos de paralisação na história do SUS, motivado, segundo a categoria, por uma rotina de atrasos salariais, precarização do trabalho e assédio moral. O movimento definiu uma taxa de 50% de profissionais presentes no local de trabalho durante a greve.
Em nota da semana passada, o sindicato já denunciava o avanço da greve, que se ampliou para praticamente todas as clínicas da família da cidade. De outro lado, gestores tentaram contratar médicos de forma avulsa, o que gerou confrontação direta com os grevistas, que se deslocaram pessoalmente às unidades onde se tentava colocar “fura greves”.
Em vídeo, Pedro Varjão, diretor de comunicação do Sindicato, afirmou que a atenção primária não será mais a mesma. Além de questões presentes, denunciam uma depreciação salarial de cerca de 27%. Em linhas gerais, de acordo com o sindicato, a dinâmica de precarização se torna um padrão em administrações que privatizam o SUS com sua entrega a organizações sociais: pejotização, calotes, perseguição, sob conivência de secretarias municipais alinhadas a tal modelo de gestão.
Em 18 de março, enfermeiros da atenção primária da cidade paralisaram por um dia e o sindicato da categoria analisa a possibilidade de aderir à greve. Seus representantes estarão presentes na assembleia dos médicos desta quinta.
INFORME COMPLEMENTAR
"Médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) no Rio de Janeiro iniciaram greve em fevereiro de 2026, com paralisações parciais (50%-50%) que se estenderam até abril, impactando o funcionamento de Clínicas da Família. A categoria reivindica reajuste salarial, pagamento de variáveis atrasadas e melhores condições de trabalho, com atos em frente à Prefeitura.
Pontos Principais da Greve (2026):Duração e Modelo: Greve de 30 dias iniciada em março, com médicos e enfermeiros atuando no modelo 50%-50% (50% de assistência, 50% de mobilização), com intensificação da paralisação em dias de assembleia, como 02 de abril.
Reivindicações: Reajuste salarial (defasagem de quase 7 anos), pagamento imediato da "V3" (variável), recontratação de profissionais demitidos e fim de perseguições.
Impasse: Os sindicatos (Sinmed-RJ e SindEnfRJ) relataram que as negociações com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não avançaram, com propostas de pagamento de atrasados apenas para junho, o que foi rejeitado.
Impacto: Clínicas da Família operam com capacidade reduzida, atendendo apenas casos urgentes, gerando impactos no atendimento à população.
Acompanhe as atualizações pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ) para informações sobre assembleias e andamento da negociação."
CONFIRA AQUI

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