quarta-feira, 29 de abril de 2026

1º DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * TRABALHADORES, UNI-VOS!

 1º DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA


A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas * OutrasPalavras

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas
Na quarta (8), a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC 19/2024, que regulamenta o Piso Nacional da Enfermagem de forma associada à jornada de trabalho de 36 horas semanais. Apresentado por Eliziane Gama (PSD-MA), sob relatoria de Fabio Contarato (PT-ES), a aprovação significa que a proposta vai a plenário em caráter de urgência e ganha prioridade na pauta legislativa.

A expectativa da categoria é que a votação da PEC se dê até maio, uma vez que no segundo semestre o calendário eleitoral tende a desmobilizar o Congresso.

“O nosso prazo é curto, tudo acontece até junho, depois a gente não tem muita expectativa. É importantíssimo que o projeto chegue na Câmara o mais rápido possível. Agora, mais do que nunca, precisamos pautar com o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para ele sentir a necessidade das entidades e a urgência da pauta”, afirmou Solange Caetano, do Fórum Nacional de Enfermagem, a este boletim.

Presente em Brasília nas articulações pelo avanço do Piso, Solange considera que o Congresso demonstrou sensibilidade com a reivindicação de uma categoria que há anos luta por melhores condições de trabalho. Cabe destacar que o Piso da Enfermagem foi aprovado em 2022, também em contexto pré-eleitoral. No entanto, até hoje sua regulamentação exige lutas da categoria, em especial no setor privado.

A proposta original previa o piso atrelado a uma jornada de 30 horas semanais. Mas, logo após sua aprovação, o STF atendeu ao lobby do setor privado e concedeu liminar a garantir o pagamento mediante jornadas de 44 horas semanais.

“[A nova PEC] não altera a jornada já existente, apenas torna proporcional o valor para jornadas superiores. Com isso, representa um avanço no cumprimento do Piso da Enfermagem, porque na prática hoje nenhum enfermeiro está recebendo o piso cheio”, explicou Ludmila Outtes, presidente do sindicato que representa a categoria em Pernambuco.

Como publicado ao longo dos últimos quatro anos pelo Outra Saúde, a categoria mais numerosa do SUS lidou com vários obstáculos para a efetivação do piso, além de enfrentar um quadro crescente de exaustão no trabalho.

Ludmila lembra que o Estado reiterou sua tendência em absorver a argumentação liberal de falta de dinheiro, tanto no setor público como privado, e sempre colocou travas para limitar o piso. Assim, os valores estabelecidos, de R$ 4.750 para enfermeiras, R$ 3.325 para técnicas e R$ 2.375 para auxiliares já se encontra um tanto obsoleto.

“Ainda está distante do que queremos. Na verdade, o valor do piso já está bastante defasado porque estamos sem reajuste há quatro anos nesse valor – já que o ex-presidente Bolsonaro vetou o reajuste anual. Na prática, a PEC-19 ainda não devolve as perdas inflacionárias desse período”, explicou.

De todo modo, como corroboram as fontes ouvidas pela nossa reportagem, a categoria conseguiu aproveitar a necessidade dos parlamentares de se mostrarem amigáveis a pautas populares às vésperas de eleições. “É um avanço, então deve servir como mais um degrau na caminhada em defesa de um salário digno para a enfermagem brasileira”, concluiu Ludmila.
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

FORA EBSERH: SAÚDE NÃO É MERCADORIA! * OutrasPalavras

FORA EBSERH: SAÚDE NÃO É MERCADORIA!
Ebserh: os porquês da greve de servidores de hospitais universitários

Deflagrada no dia 30 de março, a greve dos servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – que passará a se chamar HU Brasil – é uma reação a quase uma década de perdas acumuladas. Em assembleias em 13 estados na quarta (1º), a decisão foi de manter a paralisação dos trabalhadores dessa empresa que é responsável pela administração de hospitais universitários federais. O Tribunal Superior do Trabalho publicou decisão posterior que obriga os servidores a manterem 80% dos serviços hospitalares e 50% dos administrativos.

Os servidores, entre administrativos, enfermeiros e médicos, cobram que se cumpram os acordos coletivos: reposição pela inflação (segundo o índice INPC) dos últimos anos, melhores condições de trabalho, reajuste salarial e de benefícios. A pauta se torna mais urgente porque o calendário eleitoral proíbe reajustes salariais do serviço público nos meses anteriores ao pleito. O acordo coletivo 2026-27 deverá ser homologado em 1º de junho.

A Ebserh alega que houve aumento real de 14% entre 2023 e 2025. Também ofereceu, após pressão da categoria, recomposição de 100% do INPC entre os meses de maio de 2025 e 2026. Os servidores consideram a resposta insuficiente, pois as perdas nos anos anteriores chegam a 25%. Outras exigências são R$1.800 reais de auxílio-alimentação, avanço em políticas de combate a assédio moral e trabalhista, promoção de direitos de pessoas LGBT+ e mulheres, políticas afirmativas e de acessibilidade física.

Mas para além das questões imediatas de reposição salarial e de benefícios, os sindicatos criticam a própria criação da Ebserh – uma empresa pública de direito privado –, que vem substituindo os servidores por contratações via CLT. Em artigo crítico, o site do sindicato nacional dos docentes do ensino superior (ANDES-SN) alega que tal expediente conduz a uma privatização da gestão do SUS, o que redunda em processos sistemáticos de terceirização e até quarteirização dos contratos de trabalho.

Até aqui, 13 estados aderiram à paralisação: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

MAIS GREVE NA EBSERH
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quinta-feira, 2 de abril de 2026

GREVE DA SAÚDE DO RIO COMPLETA UM MÊS * Trabalhadores de Classe e de Luta/RJ

GREVE DA SAÚDE DO RIO COMPLETA UM MÊS

Nesta quinta, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro realizará assembleia de balanço dos 30 dias de greve da categoria na atenção primária à saúde da capital carioca. Trata-se de um dos maiores movimentos de paralisação na história do SUS, motivado, segundo a categoria, por uma rotina de atrasos salariais, precarização do trabalho e assédio moral. O movimento definiu uma taxa de 50% de profissionais presentes no local de trabalho durante a greve.

Em nota da semana passada, o sindicato já denunciava o avanço da greve, que se ampliou para praticamente todas as clínicas da família da cidade. De outro lado, gestores tentaram contratar médicos de forma avulsa, o que gerou confrontação direta com os grevistas, que se deslocaram pessoalmente às unidades onde se tentava colocar “fura greves”.

Em vídeo, Pedro Varjão, diretor de comunicação do Sindicato, afirmou que a atenção primária não será mais a mesma. Além de questões presentes, denunciam uma depreciação salarial de cerca de 27%. Em linhas gerais, de acordo com o sindicato, a dinâmica de precarização se torna um padrão em administrações que privatizam o SUS com sua entrega a organizações sociais: pejotização, calotes, perseguição, sob conivência de secretarias municipais alinhadas a tal modelo de gestão.

Em 18 de março, enfermeiros da atenção primária da cidade paralisaram por um dia e o sindicato da categoria analisa a possibilidade de aderir à greve. Seus representantes estarão presentes na assembleia dos médicos desta quinta.

INFORME COMPLEMENTAR


"Médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) no Rio de Janeiro iniciaram greve em fevereiro de 2026, com paralisações parciais (50%-50%) que se estenderam até abril, impactando o funcionamento de Clínicas da Família. A categoria reivindica reajuste salarial, pagamento de variáveis atrasadas e melhores condições de trabalho, com atos em frente à Prefeitura.

Pontos Principais da Greve (2026):Duração e Modelo: Greve de 30 dias iniciada em março, com médicos e enfermeiros atuando no modelo 50%-50% (50% de assistência, 50% de mobilização), com intensificação da paralisação em dias de assembleia, como 02 de abril.

Reivindicações: Reajuste salarial (defasagem de quase 7 anos), pagamento imediato da "V3" (variável), recontratação de profissionais demitidos e fim de perseguições.

Impasse: Os sindicatos (Sinmed-RJ e SindEnfRJ) relataram que as negociações com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não avançaram, com propostas de pagamento de atrasados apenas para junho, o que foi rejeitado.

Impacto: Clínicas da Família operam com capacidade reduzida, atendendo apenas casos urgentes, gerando impactos no atendimento à população.

Acompanhe as atualizações pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ) para informações sobre assembleias e andamento da negociação."

CONFIRA AQUI