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domingo, 17 de setembro de 2023

MANIFESTO contra a votação da PEC 32/2020 e em defesa dos serviços públicos e da população brasileira * Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público /DF

MANIFESTO
contra a votação da PEC 32/2020 e em defesa dos serviços públicos e da população brasileira


As entidades e parlamentares que compõem a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público vêm mais uma vez trazer a público seu mais efetivo posicionamento em defesa do serviço público brasileiro, seus trabalhadores e, em especial, da população usuária dos serviços prestados pelo Estado brasileiro. Essa defesa, neste momento, se materializa no mais veemente repúdio à manifestações favoráveis de setores do empresariado, destacadamente do mercado financeiro, à possível inclusão na pauta de votações em plenário da Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional nº 32, de 2020 - PEC 32/2020, conhecida como “Reforma Administrativa”.

Os que assinam este manifesto repudiam veementemente todo o conteúdo nefasto e destrutivo da PEC 32/2020. A proposta em questão em nenhum momento reflete a atualidade das expectativas políticas e sociais, o que foi comprovado pela vitória de uma concepção diametralmente oposta ao que foi proposto pelo governo anterior ao encaminhar ao Congresso o que chamava de “Reforma Administrativa”.

A proposta em questão, em que pese chamada de “Reforma Administrativa”, em nenhum momento propõe que a administração pública venha passar por efetivas reformados, com a melhora de serviços e dos quadros funcionais, fatos não identificados em nenhuma parte dos textos. O que na verdade se apresenta, desde o texto original encaminhado pelo governo de então até o relatório aprovado pela Comissão Especial designada para análise e manifestação da referida proposta, busca a entrega de boa parte dos serviços à iniciativa privada, substituindo o serviço público gratuito pelo lucro das empresas que viessem a assumir a sua execução. Busca também, sob o argumento de “necessários” cortes de gastos públicos, a redução do quadro de servidores efetivos concursados, substituindo, onde remanescessem serviços públicos, por trabalhadores terceirizados ou temporários.

Em relação aos trabalhadores do serviço público, a PEC 32/2020 traz a total insegurança no exercício do trabalho, o fim da estabilidade para novos e a flexibilização da estabilidade para os ingressos antes da aprovação do texto proposto. Isso significa, entre outras consequências, a possibilidade de pressão política de chefias e governantes de plantão, interferindo nos trabalhos e decisões que devem ser exercidos com a garantia do Estado, com graves consequências para os servidores e a população.

Ainda para servidores, podemos destacar no texto aprovado pela Comissão Especial alguns pontos, como:

Possibilidade de redução da jornada de trabalho em até 25%, com a igual redução da remuneração em caso de “necessidade” de redução de gastos públicos;

Demissão nas seguintes situações:

Processo judicial com decisão por órgão judicial colegiado (2ª instância). Hoje, somente após conclusão do processo transitado em julgado;

Processo Administrativo Disciplinar – PAD;

Avaliação de desempenho com resultado insatisfatório;

Extinção do cargo, em razão do reconhecimento de que se tornou desnecessário ou obsoleto, na forma de lei específica, resguardado o direito à indenização para os servidores com ingresso posterior à data de publicação da emenda Constitucional) e ser colocado em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço, sem possibilidade de evolução na carreira para os atuais servidores.

Essas situações se aplicariam principalmente em casos de terceirização e/ ou privatização dos serviços ou de instituições públicas:

Contratação de trabalhadores temporários por até dez anos, sem exigência de processo seletivo, para o exercício de atividades hoje exercidas por servidores concursados.

Substituição de servidores efetivos por trabalhadores temporários em caso de paralisação ou greve, com grave restrição à atividade sindical.

Apenas os servidores ingressos até a aprovação do texto seriam regidos pelos atuais regimes jurídicos federal e dos demais entes federados. Os contratados posteriormente seriam por outras formas de contrato, em regime administrativo.

Retirada de direitos hoje garantidos em lei.

Também podemos destacar:

Aumento da concentração de competência na União, limitando o poder de normatização e regulamentação em pontos específicos por estados e municípios, como contratação, concursos públicos, políticas remuneratórias e outras questões que envolvem servidores públicos;

Privatização de serviços públicos através de contratos de gestão, com a entrega de serviços públicos federais, estaduais e municipais, inclusive unidades inteiras, a organizações sociais ou empresas privadas;

Vedação da concessão de estabilidade a empregados de empresas estatais por meio de normas de convenção e acordo coletivo nas empresas estatais e sociedades de economia mista;

A reforma, se aprovada atingirá diversos serviço a saúde do básico ao mais complexo, a educação da creche à universidade, mas também atingirá negativamente áreas como a pesquisa científica, a defesa e a proteção do meio ambiente.

Também são atingidas de maneira a fragilizar outras áreas, de responsabilidade exclusiva do Estado, como fiscalização, controle, arrecadação e cobrança de tributos, segurança pública, serviço exterior, advocacia e defensoria públicas, orçamento, entre outras. Isso, porque não basta que nessas áreas as atividades fins sejam exercidas por servidores responsáveis por atividades exclusivas de Estado, já que outra atividades das mesmas instituições poderiam ser exercidas por trabalhadores temporários, terceirizados ou servidores sem estabilidade e outras garantias.

As entidades e parlamentares componentes da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, e que assinam este manifesto, concordam com a necessidade de atualização e modernização e melhor aparelhamento dos serviços públicos, suas instituições e seus quadros, com foco no desenvolvimento da Nação e no atendimento às necessidades da sociedade brasileira, com um corpo funcional bem preparado, remunerado e organizado, além de instituições bem estruturadas e em condições de melhor atender à população usuária e de exercício das atividades dos servidores.

Para isso, propomos reforçar o debate com a participação de parlamentares, representantes dos servidores e da sociedade usuária dos serviços públicos, assim como da representação do atual governo sobre o serviço público brasileiro, suas necessidades e perspectivas e como podemos juntos buscar o melhor para todos os envolvidos – população, servidores e administração pública brasileira.

Brasília, 13 de setembro de 2023
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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Para os servidores RJU, principalmente aos técnicos administrativos em educação.(Taes) * Lilia Bachinski/UFSM-HUSM - RS

Para os servidores RJU, principalmente aos técnicos administrativos em educação.(Taes)
Vou deixar um recadinho para reflexão.

Acreditem ou não. Mas os fatos estão se desenhando, basta observar.

E quem quiser continuar servidor público RJU e não ser empregado público celetista ou cedido pra qualquer empresa pública privada que possa aparecer no mercado; tem que sair da zona de conforto e lutar pelos seus direitos e valorizar seu concurso prestado. E observar com muita atenção, as mudanças, aos desmonte dos serviços públicos e as reformas de Estado.

A exemplo: Já temos a EBSERH...

Pois então.

No apagar das luzes da governança passada, Lula assinou deixando o presentinho de grego que Haddad fez e deixou aos servidores públicos RJU dos hospitais universitários, a .EBSERH.

Os defensores de Lula, PT, uma boa maioria dos servidores defendem a tal empresa mas não avaliam, pensam e valorizam a função, o cargo que ocupam e o concurso que prestaram a universidade federal e para HU e que servem ao público e a sociedade, cumprindo os princípios e diretrizes do SUS. (https://futurodasaude.com.br/diretrizes-do-sus/)

Esta empresa (EBSERH) o seu criador justifica que foi criada para extiguir os contratos de trabalhadores contratados pelas Fatec. Pura distorção e mentira. Seria simples resolver, abrir concursos públicos para reposição de pessoal que a evolução dos serviços e postos tiveram. Solucionaria o problema da falta de servidores e dos serviços prestados. Mas aí também tem a desculpa justificativa dos gastos. Mas se tinha dim dim para os contratos via Fatec; e teve e tem dim dim com a criação da EBSERH tem para pagar os celetista da EBSERH. A tal justificativa cai por terra.

EBSERH foi criada com objetivo de dar o início ao desmonte dos serviços públicos e dos servidores públicos e RJU, incluindo a educação e saúde. Iniciando extinção dos servidores públicos pelos Hus RJU. E o governo se eximindo das responsabilidades, passa a responsabilidade a comunidade universitária e sua gestão. E aí esta a EBSERH mais de dez anos consumindo dinheiro público mas não cumprindo a disse que viria; e deixando dúvidas quando a sua legalidade para a formação de profissionais da área da saúde e prestação de serviços públicos de saúde que seria da responsabilidade UF. Mas que a gestão UF passou e delegou a esta empresa. Que seria a finalidade de resolver os problemas contratos dos servidores e serviços dos HUs. Não existindo concurso para RJU no Hu. EEBSERH  não esta cumprindo a que disse vir.

Quem trabalha e trabalhou no HU sabe o quanto os RJU e Taes construíram os HUs, a UF. E colaboraram na construção da UF, do ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços à comunidade universitária e sociedade. A EBSERH não tem este perfil, objetivo e formação para hospital escola.

E o seguinte passo do desmonte, e destruição dos governos, será as UFs e a educação, com oferta o PDG. Os servidores com o passar do tempo serão meros prestadores de serviços e tarefas, trabalhadores independentes e por consequência irão se auto extinguir sem poder judicializar o Estado. Porque foi sua própria escolha. Educação e saúde e os servidores não são mercadorias.

Então quem quiser continuar a ser servidor público e RJU e taes e tem orgulho de ser servidor público; é a hora da luta. E lute pelos seu lugar e direitos.

Porque o Estado, com os políticos e a elite, sistema financeiro esta tratorando os servidores públicos e tomando os serviços públicos para eles.

E nós servidores públicos, taes não pensem que alguém ficará fora do barco.

E educação, saúde pública gratuita é dever do Estado com servidores públicos prestando os serviços públicos.

Os servidores públicos trabalhadores, saúde, educação não são mercadorias....

Merecemos respeito e valorização!

Lilia Bachinski
UFSM-HUSM - RS
(Foto: fotógrafas Giulia Cassol e Carol Ferraz, do Sul21.)
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sábado, 1 de maio de 2021

REFORMA ADMINISTRATIVA, PARA QUÊ? * Movimento Brasil Operário/MBO

REFORMA ADMINISTRATIVA, PARA QUÊ?
REFORMA ADMNISTRATIVA
Cartilha Diga Nao A Pec 32 Contrarreforma Administrativa

A tão propagada REFORMA ADMINISTRATIVA reforma o quê? Não reforma nada! É mais um golpe no trabalhador brasileiro, e desta vez o trabalhador do serviço público. O grande objetivo dos reformadores é extinguir o serviço público e tornar o nosso país uma "MALBORO", como os ESTADOS UNIDOS, onde não existe nada público, uma verdadeira terra arrasada!

E como estão pretendendo realizar mais esse assalto contra o nosso país? Simples: primeiro, acabaram com a CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas, tornando a assinatura de carteira opcional. Segundo, extinguiram a aposentadoria por contribuição ou tempo de serviço. Terceiro, legalizaram a terceirização de serviços públicos. Com essas três facadas no povo, o que nos resta? Nada! Portanto, com essa tal REFORMA ADMINISTRATIVA, pretendem extinguir o CONCURSO PÚBLICO, e a estabilidade do servidor concursado. Feito isso, a PRIVATIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO entra em pauta. 

POR ISSO MEU IRMÃO, 
serviço público é patrimônio público e privatização é roubo! E nossa única defesa é barrar a sanha desses vampiros que veem o nosso país como uma banheira de sangue, pra matar a sede deles. São capitalistas expulsos de outros lugares onde seus interesses foram esgotados e agora querem sugar aqui, às nossas custas. Vejam as privatizações. Todas elas pioraram aquilo que foi privatizado, desde o transporte ferroviário até as rodovias. Os pedágios só aumentam e a qualidade das estradas continua sofrível.

PORTANTO, 
FORA PRIVATISTAS
!!!
UM MOMENTO DE REFLEXÃO:

Antônio, depois de muito estudar, virou técnico judiciário do TRT. Infelizmente, não resistiu à COVID que contraiu e morreu com 44 anos. Com 15 anos de serviço no Tribunal, deixou esposa de 40 anos e 1 filho de 11 anos.

Após o luto, a esposa de Antônio deu entrada na papelada pra ficar com a pensão do seu companheiro de 15 anos. Lá, a servidora da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) lhe explicou o seguinte:

1) Como Antônio ingressou em 2006 no serviço público, não tem direito à aposentadoria integral e já pegou a regra da média das contribuições.

2) Como a esposa de Antonio tem 40 anos, não terá direito à pensão vitalícia. Só poderá contar com a pensão pós-morte durante 15 anos.

3) Após calcular a média das contribuições de Antônio, a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) chegou à conclusão de que essa média foi de 8.000,00 (valor presente).

4) A SGP explicou à viúva de Antônio que, como o servidor morreu com 15 anos de contribuição, o cálculo será feito com base em 60% da média das contribuições, o que dá 4.800,00.

5) A viúva de Antônio ainda ficou sabendo que, como o servidor deixou 2 dependentes, a pensão será paga da seguinte forma:

- 70% de 4.800 até o filho completar 21 anos, o que dá 3.360,00 (por mais 10 anos) para a família e

- 60% de 4800,00 (2880,00), por mais 5 anos.

- Depois de 15 anos, a viúva perderia a pensão pra sempre.

A viúva de Antonio, que está desempregada, saiu de lá arrasada e pensou como fará pra pagar as contas do mês, incluindo o aluguel de um 2 quartos na Zona Norte.

*Quando a gente não luta contra a retirada de direitos, não adianta chorar depois! Essa foi a reforma da previdência, que foi aprovada pelo Governo Bolsonaro!*

Portanto, agora temos que *lutar contra a Reforma Administrativa e a favor da manutenção da estabilidade!*