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segunda-feira, 6 de abril de 2026

FORA EBSERH: SAÚDE NÃO É MERCADORIA! * OutrasPalavras

FORA EBSERH: SAÚDE NÃO É MERCADORIA!
Ebserh: os porquês da greve de servidores de hospitais universitários

Deflagrada no dia 30 de março, a greve dos servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – que passará a se chamar HU Brasil – é uma reação a quase uma década de perdas acumuladas. Em assembleias em 13 estados na quarta (1º), a decisão foi de manter a paralisação dos trabalhadores dessa empresa que é responsável pela administração de hospitais universitários federais. O Tribunal Superior do Trabalho publicou decisão posterior que obriga os servidores a manterem 80% dos serviços hospitalares e 50% dos administrativos.

Os servidores, entre administrativos, enfermeiros e médicos, cobram que se cumpram os acordos coletivos: reposição pela inflação (segundo o índice INPC) dos últimos anos, melhores condições de trabalho, reajuste salarial e de benefícios. A pauta se torna mais urgente porque o calendário eleitoral proíbe reajustes salariais do serviço público nos meses anteriores ao pleito. O acordo coletivo 2026-27 deverá ser homologado em 1º de junho.

A Ebserh alega que houve aumento real de 14% entre 2023 e 2025. Também ofereceu, após pressão da categoria, recomposição de 100% do INPC entre os meses de maio de 2025 e 2026. Os servidores consideram a resposta insuficiente, pois as perdas nos anos anteriores chegam a 25%. Outras exigências são R$1.800 reais de auxílio-alimentação, avanço em políticas de combate a assédio moral e trabalhista, promoção de direitos de pessoas LGBT+ e mulheres, políticas afirmativas e de acessibilidade física.

Mas para além das questões imediatas de reposição salarial e de benefícios, os sindicatos criticam a própria criação da Ebserh – uma empresa pública de direito privado –, que vem substituindo os servidores por contratações via CLT. Em artigo crítico, o site do sindicato nacional dos docentes do ensino superior (ANDES-SN) alega que tal expediente conduz a uma privatização da gestão do SUS, o que redunda em processos sistemáticos de terceirização e até quarteirização dos contratos de trabalho.

Até aqui, 13 estados aderiram à paralisação: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

MAIS GREVE NA EBSERH
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domingo, 24 de setembro de 2023

AONDE VAI A SAÚDE PELAS MÃOS DA EBSERH # Nelson Albuquerque de Souza/RJ/FÓRUM DE TRABALHADORES DA SAÚDE/FTS

AONDE VAI A SAÚDE PELAS MÃOS DA EBSERH

A EBserh foi criada pelo Mec com financiamento do Banco Mundial. Ministro era Haddad e Lula assinou no último dia de seu Governo. Difícil compreender isto pois o mesmo governo já havia aprovado legislação criando o Rehuf, que estava correto, pois criava fontes orçamentárias permanentes para os Hospitais Universitários. O orçamento para os HUs passou a vir do MEC e do Ministério da saúde e gerido pelas universidades que criaram unidades orçamentárias específicas para os HUs. O ministério da ciência e tecnologia deveria fazer parte deste orçamento conjunto o que daria mais recursos para as universidades. Como autarquias especiais, as universidades têm o dever Constitucional de gerenciar seus próprios hospitais, como autônomas que são e com indissociabilidade de ensino-pesquisa-extensão. 

A EBserh destruiu o que estava correto, ferindo a legislação do Rehuf e a constituição. 

O Banco Mundial impôs assim sua política anti-Sus estabelecida em seus relatórios que afirmavam que o Sus deveria “focalizar” sua ações na atenção Básica e deixar a alta complexidade para o setor privado. Isto favoreceria as empresas privadas que atuam nas áreas de equipamentos médicos, indústria farmacêutica e seguradoras de planos de saúde-grandes corporações de países desenvolvidos e sistema financeiro (bancos). Para que isto fosse feito e como seria impossível privatizar as universidades públicas, estas deveriam ser “publicizadas”, isto é, deveriam ser criadas empresas públicas de direito privado para gerenciar as instituições públicas não “privatizáveis”. Foi então, criada a EBserh (empresa pública de direito privado) para gerenciar os Hospitais universitários, financiada pelo Banco Mundial. O ministro Fernando Haddad já declarou que aceitou a criação da EBserh pois, palavras dele: “estava criando uma empresa pública” para gerenciar os hospitais universitários que eram privados”. Isto está gravado em vídeo. 

Não sei como explicar esta bobagem dita pelo Ministro. 

O fato é, esta empresa foi criada com apoio do Banco Mundial para que a alta complexidade ficasse a longo prazo, nas mãos do setor privado, pois uma empresa pública de direito privado pode se transformar por decisão apenas de seu conselho de administração, em uma empresa de capital misto.
A criação da empresa tem que ser com capital público como o foi. Mas depois abre seu capital para o capital privado.

Os hospitais universitários, agora não mais são universitários e sim hospitais de serviços de saúde da EBserh. A empresa, gradativamente foi recebendo de graça, por cessão patrimonial, este enorme patrimônio das universidades, os hospitais universitários que são a maior rede de alta complexidade do país.

 O Sus contratualiza grande parte dos serviços de alta complexidade necessários, com esta empresa e não mais com as universidades, construindo o que o Banco Mundial queria, ou seja, O SUS passa a “focalizar” suas políticas de Saúde apenas na atenção basica,  rompendo portanto seus princípios básicos de integralidade e de hierarquização da atenção de saúde, pois o setor de alta complexidade passa a depender das políticas dessa empresa e não mais dos conselhos de saúde. 

Desculpem o tamanho do texto mas julguei importante recordar as origens. Tem muito mais história do que apenas relatei acima.
O fato é que está empresa retira das universidades e do SUS grande parte do poder de gerenciar políticas de educação de pesquisa e assistência em saúde bem como as políticas de pessoal e de formação de pessoal para a área de saúde. 
Saúde e educação, direitos universais e garantidos na constituição como bens públicos passam a ter a influência de uma empresa de direto privado e possivelmente de capital misto no futuro.

* O texto para o qual este link leva foi escrito por mim neste grupo. Meu nome é Nelson Albuquerque de Souza - sou Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Professor Titular da Faculdade de Medicina. 
- FÓRUM DE TRABALHADORES DA SAÚDE -
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QUEM CONSEGUE ENTENDER?
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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Para os servidores RJU, principalmente aos técnicos administrativos em educação.(Taes) * Lilia Bachinski/UFSM-HUSM - RS

Para os servidores RJU, principalmente aos técnicos administrativos em educação.(Taes)
Vou deixar um recadinho para reflexão.

Acreditem ou não. Mas os fatos estão se desenhando, basta observar.

E quem quiser continuar servidor público RJU e não ser empregado público celetista ou cedido pra qualquer empresa pública privada que possa aparecer no mercado; tem que sair da zona de conforto e lutar pelos seus direitos e valorizar seu concurso prestado. E observar com muita atenção, as mudanças, aos desmonte dos serviços públicos e as reformas de Estado.

A exemplo: Já temos a EBSERH...

Pois então.

No apagar das luzes da governança passada, Lula assinou deixando o presentinho de grego que Haddad fez e deixou aos servidores públicos RJU dos hospitais universitários, a .EBSERH.

Os defensores de Lula, PT, uma boa maioria dos servidores defendem a tal empresa mas não avaliam, pensam e valorizam a função, o cargo que ocupam e o concurso que prestaram a universidade federal e para HU e que servem ao público e a sociedade, cumprindo os princípios e diretrizes do SUS. (https://futurodasaude.com.br/diretrizes-do-sus/)

Esta empresa (EBSERH) o seu criador justifica que foi criada para extiguir os contratos de trabalhadores contratados pelas Fatec. Pura distorção e mentira. Seria simples resolver, abrir concursos públicos para reposição de pessoal que a evolução dos serviços e postos tiveram. Solucionaria o problema da falta de servidores e dos serviços prestados. Mas aí também tem a desculpa justificativa dos gastos. Mas se tinha dim dim para os contratos via Fatec; e teve e tem dim dim com a criação da EBSERH tem para pagar os celetista da EBSERH. A tal justificativa cai por terra.

EBSERH foi criada com objetivo de dar o início ao desmonte dos serviços públicos e dos servidores públicos e RJU, incluindo a educação e saúde. Iniciando extinção dos servidores públicos pelos Hus RJU. E o governo se eximindo das responsabilidades, passa a responsabilidade a comunidade universitária e sua gestão. E aí esta a EBSERH mais de dez anos consumindo dinheiro público mas não cumprindo a disse que viria; e deixando dúvidas quando a sua legalidade para a formação de profissionais da área da saúde e prestação de serviços públicos de saúde que seria da responsabilidade UF. Mas que a gestão UF passou e delegou a esta empresa. Que seria a finalidade de resolver os problemas contratos dos servidores e serviços dos HUs. Não existindo concurso para RJU no Hu. EEBSERH  não esta cumprindo a que disse vir.

Quem trabalha e trabalhou no HU sabe o quanto os RJU e Taes construíram os HUs, a UF. E colaboraram na construção da UF, do ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços à comunidade universitária e sociedade. A EBSERH não tem este perfil, objetivo e formação para hospital escola.

E o seguinte passo do desmonte, e destruição dos governos, será as UFs e a educação, com oferta o PDG. Os servidores com o passar do tempo serão meros prestadores de serviços e tarefas, trabalhadores independentes e por consequência irão se auto extinguir sem poder judicializar o Estado. Porque foi sua própria escolha. Educação e saúde e os servidores não são mercadorias.

Então quem quiser continuar a ser servidor público e RJU e taes e tem orgulho de ser servidor público; é a hora da luta. E lute pelos seu lugar e direitos.

Porque o Estado, com os políticos e a elite, sistema financeiro esta tratorando os servidores públicos e tomando os serviços públicos para eles.

E nós servidores públicos, taes não pensem que alguém ficará fora do barco.

E educação, saúde pública gratuita é dever do Estado com servidores públicos prestando os serviços públicos.

Os servidores públicos trabalhadores, saúde, educação não são mercadorias....

Merecemos respeito e valorização!

Lilia Bachinski
UFSM-HUSM - RS
(Foto: fotógrafas Giulia Cassol e Carol Ferraz, do Sul21.)
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