quinta-feira, 2 de julho de 2026

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO * Movimento de União dos Rodoviários-MUR

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO:
MAS OS RODOVIÁRIOS NEM CANTARAM "CIDADE MARAVILHOSA" 

A greve dos rodoviários cariocas foi o desfecho da campanha salarial 2026, coisa muito rara nos últimos anos, que só aconteceu devido à intransigência patronal. 

A categoria esgotou todas as chances de entendimento, para evitar o pior, ou seja, ir parar no TRT ou ter que chegar às últimas consequências: A GREVE.

Mas o empresariado preferiu pagar pra ver, e viu: 3 dias de paralização, que só não ficou pior graças ao metrô, ao trem, ao vlt e o transporte alternativo, as vãs. Fora disso, foi a bicicleta, os úberes e a abençoada carona com os amigos.

Mas o saldo foi memorável. Fazia muito tempo que o Rio não assistia a uma greve forte, forte o suficiente pra dar um sacode no patronato e em seus políticos "arregados". A última também memorável foi a GREVE DOS GARIS, 
em junho de 2023. 

Essas duas greves juntam-se a partir de agora no panteão da história operária do Rio de Janeiro, ambas pela sua força, ambas por mostrar à cidade e ao seus exploradores que são os trabalhadores os verdadeiros donos de nossos destinos e por fazer as elites e seus lacaios sentirem na pele que sem o suor do peão, eles não valem nada!

É claro que sair da greve sem a desejada conquista é chato, dá um deprê danado. Mas a categoria saiu de cabeça erguida. Foi ela que decidiu. O juiz fez a proposta de suspensão do movimento, dar uma estudada nas propostas e voltar com melhores argumentos. Com isso, a direção do sindicato propôs que a assembleia decidisse e decidiu. Suspensão até 06/07. 

Foi o sufuciente para um suspiro de alívio do tribunal e do empresariado, que ja notavam o clima ficando pesado na cidade. Quebra-quebra no Alvorada, no terminal de Campo Grande, de Deodoro, Central do Brasil e o perigo de essa onda chegar ao GENTILEZA, que atualmente representa uma garganta de fluxo  da maior importancia, por onde passa a cidade inteira o tempo todo, o que exige a máxima atenção. 
A PAUTA DOS RODOVIÁRIOS 
não tem nada demais, nada fora do comum:
1 - ESCALA 5X2
2 - REAJUSTE SALARIAL DE 17%
3 - FIM DOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS
4 - CORREÇÃO DOS BENEFÍCIOS
(VALE ALIMENTAÇÃO E PLANO DE SAÚDE),
só, nada fora da caixa!

Como o patronato não quer dialogar e insiste em 4,5%, A GREVE pode esperar até 06/07.

Outro aspecto positivo da greve dos rodoviários cariocas foi a presença, aliás, tranquila, de vários grupos da categoria que exercem o SINDICALISMO DE BASE, independente, livre da pelegada do sindicato. A participação do TARIFA ZERO, do VAT-Vida Além do Trabalho, do Movimento de União dos Rodoviários-MUR- ligado à Tendência Sindical TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA, todos contribuindo para mobilização e organização dos rodoviários. Afinal, o melhor sindicalismo não é aquele feito pela atuação da diretoria sindical, mas aquele realizado pelos trabalhadores nos seus locais de trabalho, sempre cobrando do patrão os devidos direitos dos trabalhadores.

Disso tudo, fica a responsabilidade de manter os trabalhadores mobilizados pra chegar à AUDIÊNCIA DO DIA 06/07 com total disposição pra lutar, porque daqui até lá a corrupção patronal vai tentar de tudo pra "BOTAR ÁGUA NO CHOP"...

FOLCLORE RODOVIÁRIO
No folclore rodoviário do Rio de Janeiro, o termo "Leão" é uma gíria.
Ele dá nome a qualquer trabalhador do transporte urbano. Isso inclui
motoristas, cobradores e despachantes. A lenda diz que dirigir ônibus
exige "matar um leão por dia". O termo representa a força e a coragem
necessárias para enfrentar o trânsito pesado e a rotina exaustiva nas
ruas cariocas.

A Origem do Termo

A expressão "matar um leão por dia" é muito usada no Brasil. Ela serve
para descrever tarefas muito difíceis. No dia a dia dos rodoviários, o
leão é o símbolo de superação. [1, 2]
O trabalhador enfrenta desafios como:

O trânsito caótico.

O estresse das grandes avenidas.
As longas jornadas de trabalho.

Todos os profissionais se chamam de "leão" para mostrar que são
guerreiros. Eles vencem uma batalha nova a cada viagem concluída

A Vida nas Garagens

O folclore dos ônibus também está cheio de superstições e gírias. As
garagens são locais onde os motoristas contam histórias. Nessas rodas
de conversa, os motoristas mais experientes compartilham conselhos e
técnicas para desviar de problemas mecânicos e lidar com passageiros.

Para entender a força desses trabalhadores e a cultura do transporte
no Rio de Janeiro: ouça a canção LEÃO DO NORTE, com Elba Ramalho.
Nosso símbolo
MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR