quinta-feira, 23 de julho de 2026

RIO IN ROCK IN RIO * MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR

RIO IN ROCK IN RIO 
Houve ontem, 22/07, a 5ª rodada de negociação entre rodoviários e patrões. Mas terminou sem acordo. Os patrões querem dar apenas 5% de aumento salarial mas os trabalhadores insistem na sua pauta de reivindicações. 

AS REIVINDICAÇÕES:
A pauta de reivindicações dos trabalhadores, que operam uma frota de aproximadamente 3.600 ônibus na capital, inclui:
● Reajuste: 12% (dividido em duas parcelas);
● Piso Salarial: R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais;
● Benefícios: Vale-alimentação de R$ 1 mil e implementação de plano de saúde;
● Condições laborais: Revisão da escala de trabalho e da jornada de 7 horas e meia.
RIO IN ROCK IN RIO 
é o clima que toma conta da cidade. Calor de mais de 40 graus e frio de menos de 10. Gripes, sinusites, tosses,
pneumonias, tudo matando sem piedade, sem saúde pública à altura, sem
saúde alimentar suficiente, sem governador, sem prefeito, sem limites
para o "poder paralelo" abusar dentro e fora de todas as linhas. Por
que sem governo ou com governo, quem detém o "poder paralelo"?

RIO IN ROCK IN RIO de greves de ônibus e a população à mercê do
transporte clandestino achacante, do ônibus bandalha conduzido por
bandoleiro, do protesto de motoristas no metrô, no terminal GENTILEZA
ou ALVORADA, da passeata de camelôs na zona sul,por que os turistas do
RIO IN ROCK IN RIO não podem ver a CIDADE MARAVILHOSA REAL, com seus
pobres nas calçadas, crianças pedindo um pão, meninas se prostituindo,
jovens vendendo drogas e pivetes-trombadinhas-marginais assaltando um
celular.

Tudo isso por que o capital do investidor vende por vias virtuais uma
cidade imaginária, pra convencer o gringo de que o RIO IN ROCK IN RIO
é o paraiso na terra do PATROPI. Aliás, a música que chega a ouvidos
moucos não fala disso.

O PIB do Estado do Rio de Janeiro cresceu 4,2% no primeiro trimestre
de 2026. Esse avanço foi puxado pelo setor industrial, que disparou
9,8%. A extração de petróleo e gás natural continua como o motor
principal da economia fluminense.

A Construção Civil apresentou alta de 2,6%, gerando cerca de 7,4 mil
novos empregos com obras de infraestrutura.
Turismo: Movimentou R$ 12,2 bilhões apenas no primeiro quadrimestre na
capital, um aumento de 3,2%. [1, 2, 3].

.... No transporte de passageiros, o estado busca ampliar a integração
entre modais (como trens, metrô e ônibus) e manter tarifas sociais
estáveis para garantir o direito à mobilidade e o acesso ao emprego... como se 5,00 por passagem fosse "tarifa estável"...

Transporte de Passageiros: O segmento rodoviário e aéreo de
passageiros apresentou recuo de receita recentemente, mas o estado
implementou medidas para tornar os aeroportos fluminenses mais
competitivos, visando atrair companhias e fomentar o turismo. Além
disso, a expansão da Tarifa Zero avança em municípios da região
metropolitana como alternativa para devolver poder de compra à
população.

...O transporte de passageiros busca estratégias como a tarifa zero
municipal e incentivos ao Galeão para reaquecer o setor, enquanto a
construção civil e a logística compensam quedas em outras áreas para
gerar empregos ...

E OS TRABALHADORES COM ISSO....

Os motoristas de ônibus no Rio de Janeiro estão em estado de greve e
novas paralisações podem ocorrer a qualquer momento. A categoria
rejeitou a oferta de 5% de reajuste salarial feita pelo sindicato das
empresas. Uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT)
está marcada para a próxima quarta-feira (22). 

MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR


terça-feira, 21 de julho de 2026

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983 * Ernesto Germano Parés/RJ

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983
GREVE GERAL ENFRENTA A DITADURA!
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Há 43 anos o Brasil vivia um importante momento histórico. Em plena ditadura militar, três milhões de trabalhadores foram às ruas! A greve teve a adesão de 35 entidades sindicais e de associações de funcionários públicos. O destaque da época é que entidades da sociedade civil, que se calaram recentemente quando o país sofria com os golpes da direita, participaram e deram apoio à aquele movimento: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outras se solidarizaram com os trabalhadores e divulgaram notas e apoio público às manifestações.
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O país tinha o general João Batista de Figueiredo como presidente e o chamado “milagre econômico” dos militares já tinha naufragado. A economia arrasada, inflação descontrolada (chegando a 100% ao ano), a crise da dívida externa e o desemprego em massa.
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Em 1981, como já relatamos e ilustramos em um texto anterior, havia sido criada a “Comissão Nacional Pró-CUT”, durante o encontro que foi conhecido como Conclat. E foi a “Comissão Pró-CUT” que conclamou os trabalhadores para a 1ª Greve Geral no país depois do golpe de 1964.
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“Foi a primeira grande luta nacional que unificou os trabalhadores, após as greves de 1978, 1979, e obteve muita repercussão, contribuindo para termos um forte movimento pelas Diretas Já, alguns meses depois. Sem dúvida, foi um marco fundamental da resistência à ditadura, que já se encontrava em forte declínio, tanto que conseguimos derrotar um dos seus decretos na votação da Câmara”, lembrou em um depoimento o ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP).
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Atendendo às determinações do FMI, o governo aumentava os juros para conter a inflação e cortava despesas, chegando ao ponto de baixar, em maio, o Decreto-Lei 2.025 que extinguia todos os benefícios dos empregados das empresas estatais. A reação dos trabalhadores foi imediata. No dia 16 de junho, 35 entidades sindicais e associações de funcionários públicos aprovam o estado de greve, em protesto contra o decreto.
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Metalúrgicos, petroleiros, bancários, professores e outras categorias assumiram aquela bandeira e mostraram que os trabalhadores já não suportavam o arrocho e a violência.
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O governo recuou, mas no dia 29 de junho Figueiredo assinou um novo decreto, o 2.036, atacando diretamente os direitos dos funcionários das estatais acabou com o abono de férias, as promoções, os auxílios alimentação e transporte, o salário adicional anual e a participação nos lucros, só para citar alguns. Menos de um mês depois, em julho, emitiu o Decreto-Lei 2.045 para limitar ainda mais os reajustes salariais da categoria. Em todo o país o exército entra em prontidão!
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“Fora Daqui o FMI” foi o grito que explodiu com toda a força por tanto tempo represado. E a Greve Geral de 24 horas em todo o país se tornou uma realidade. Setores reformistas da esquerda não acreditavam na greve, não aconselhavam a greve, não desejavam a greve, mas tiveram que engolir também os trabalhadores nas ruas gritando que não suportavam mais.
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Importante destacar que aquela greve impactou profundamente mais de 40 milhões de pessoas e foi o caminho encontrado pelo conjunto de mais de cem entidades sindicais para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.
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Pouco mais de um mês depois, no dia 28 de agosto de 1983, em um Congresso de Trabalhadores era fundada a Central Única dos Trabalhadores!
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VIVA A GREVE GERAL DE 1983!
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VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA!
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A GREVE É UM DIREITO LEGÍTIMO DOS TRABALHADORES.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

NEGOCIAÇÕES ENTRE RODOVIÁRIOS E EMPRESAS DE ÔNIBUS NO RIO TERMINAM SEM ACORDO NO TRT * Mídia Informal

NEGOCIAÇÕES ENTRE RODOVIÁRIOS E EMPRESAS DE ÔNIBUS NO RIO TERMINAM SEM ACORDO NO TRT

A tentativa de conciliação entre o sindicato dos rodoviários e o Rio Ônibus, que representa as empresas do setor, terminou sem um acordo nesta quarta-feira (15), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com o impasse, uma nova audiência foi agendada para o dia 22 de julho.

O cenário de negociação permanece travado. As empresas mantiveram a oferta de 5% de reajuste salarial e no valor da cesta básica, argumentando não haver espaço para novas contrapropostas. Os rodoviários, por sua vez, rejeitaram o índice, reforçando suas exigências por uma valorização maior. A categoria, que iniciou o processo pedindo 17% de aumento, cedeu para uma proposta de 12%, a ser quitada em duas parcelas, mas não houve consenso.

PONTOS DE DIVERGÊNCIA

Além da questão salarial, a jornada de trabalho é um dos principais focos de conflito. O sindicato dos rodoviários contesta a jornada de 7 horas e meia, alegando que o desconto salarial referente à última meia hora é indevido, uma vez que o intervalo não permite condições adequadas para alimentação ou descanso.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanhou a audiência e manifestou apoio à demanda da categoria, solicitando que as empresas apresentem uma solução para o impasse na jornada.

AS REIVINDICAÇÕES:
A pauta de reivindicações dos trabalhadores, que operam uma frota de aproximadamente 3.600 ônibus na capital, inclui:
● Reajuste: 12% (dividido em duas parcelas);
● Piso Salarial: R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais;
● Benefícios: Vale-alimentação de R$ 1 mil e implementação de plano de saúde;
● Condições laborais: Revisão da escala de trabalho e da jornada de 7 horas e meia.

As partes devem retornar ao TRT na próxima semana para tentar evitar um agravamento do movimento grevista no sistema de transporte da cidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO * Movimento de União dos Rodoviários-MUR

E A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU A OUVIR A VOZ DO LEÃO:
MAS OS RODOVIÁRIOS NEM CANTARAM "CIDADE MARAVILHOSA" 

A greve dos rodoviários cariocas foi o desfecho da campanha salarial 2026, coisa muito rara nos últimos anos, que só aconteceu devido à intransigência patronal. 

A categoria esgotou todas as chances de entendimento, para evitar o pior, ou seja, ir parar no TRT ou ter que chegar às últimas consequências: A GREVE.

Mas o empresariado preferiu pagar pra ver, e viu: 3 dias de paralização, que só não ficou pior graças ao metrô, ao trem, ao vlt e o transporte alternativo, as vãs. Fora disso, foi a bicicleta, os úberes e a abençoada carona com os amigos.

Mas o saldo foi memorável. Fazia muito tempo que o Rio não assistia a uma greve forte, forte o suficiente pra dar um sacode no patronato e em seus políticos "arregados". A última também memorável foi a GREVE DOS GARIS, 
em junho de 2023. 

Essas duas greves juntam-se a partir de agora no panteão da história operária do Rio de Janeiro, ambas pela sua força, ambas por mostrar à cidade e a seus exploradores que são os trabalhadores os verdadeiros donos de nossos destinos e por fazer as elites e seus lacaios sentirem na pele que sem o suor do peão, eles não valem nada!

É claro que sair da greve sem a desejada conquista é chato, dá um deprê danado. Mas a categoria saiu de cabeça erguida. Foi ela que decidiu. O juiz fez a proposta de suspensão do movimento, dar uma estudada nas propostas e voltar com melhores argumentos. Com isso, a direção do sindicato propôs que a assembleia decidisse e decidiu. Suspensão até 06/07. 

Foi o sufuciente para um suspiro de alívio do tribunal e do empresariado, que ja notavam o clima ficando pesado na cidade. Quebra-quebra no Alvorada, no terminal de Campo Grande, de Deodoro, Central do Brasil e o perigo de essa onda chegar ao GENTILEZA, que atualmente representa uma garganta de fluxo  da maior importancia, por onde passa a cidade inteira o tempo todo, o que exige a máxima atenção. 
A PAUTA DOS RODOVIÁRIOS 
não tem nada demais, nada fora do comum:
1 - ESCALA 5X2
2 - REAJUSTE SALARIAL DE 17%
3 - FIM DOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS
4 - CORREÇÃO DOS BENEFÍCIOS
(VALE ALIMENTAÇÃO E PLANO DE SAÚDE),
só, nada fora da caixa!

Como o patronato não quer dialogar e insiste em 4,5%, A GREVE pode esperar até 06/07.

Outro aspecto positivo da greve dos rodoviários cariocas foi a presença, aliás, tranquila, de vários grupos da categoria que exercem o SINDICALISMO DE BASE, independente, livre da pelegada do sindicato. A participação do TARIFA ZERO, do VAT-Vida Além do Trabalho, do Movimento de União dos Rodoviários-MUR- ligado à Tendência Sindical TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA, todos contribuindo para mobilização e organização dos rodoviários. Afinal, o melhor sindicalismo não é aquele feito pela atuação da diretoria sindical, mas aquele realizado pelos trabalhadores nos seus locais de trabalho, sempre cobrando do patrão os devidos direitos dos trabalhadores.

Disso tudo, fica a responsabilidade de manter os trabalhadores mobilizados pra chegar à AUDIÊNCIA DO DIA 06/07 com total disposição pra lutar, porque daqui até lá a corrupção patronal vai tentar de tudo pra "BOTAR ÁGUA NO CHOP"...

FOLCLORE RODOVIÁRIO
No folclore rodoviário do Rio de Janeiro, o termo "Leão" é uma gíria.
Ele dá nome a qualquer trabalhador do transporte urbano. Isso inclui
motoristas, cobradores e despachantes. A lenda diz que dirigir ônibus
exige "matar um leão por dia". O termo representa a força e a coragem
necessárias para enfrentar o trânsito pesado e a rotina exaustiva nas
ruas cariocas.

A Origem do Termo

A expressão "matar um leão por dia" é muito usada no Brasil. Ela serve
para descrever tarefas muito difíceis. No dia a dia dos rodoviários, o
leão é o símbolo de superação. [1, 2]
O trabalhador enfrenta desafios como:

O trânsito caótico.

O estresse das grandes avenidas.
As longas jornadas de trabalho.

Todos os profissionais se chamam de "leão" para mostrar que são
guerreiros. Eles vencem uma batalha nova a cada viagem concluída

A Vida nas Garagens

O folclore dos ônibus também está cheio de superstições e gírias. As
garagens são locais onde os motoristas contam histórias. Nessas rodas
de conversa, os motoristas mais experientes compartilham conselhos e
técnicas para desviar de problemas mecânicos e lidar com passageiros.

Para entender a força desses trabalhadores e a cultura do transporte
no Rio de Janeiro: ouça a canção LEÃO DO NORTE, com Elba Ramalho.
Nosso símbolo
MOVIMENTO DE UNIÃO DOS RODOVIÁRIOS-MUR