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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Retomar o Primeiro de Maio de luta, socialista e antiimperialista! * Movimento Brasil Operário/MBO

Retomar o Primeiro de Maio de luta, socialista e antiimperialista!

 Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.

Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.

As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.
Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.
Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.
É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.
Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Socialismo Contra a Barbárie * Movimento Brasil Operário / MBO

RECLAMAÇÕES TRABALHISTAS

todo mundo conhece. Mas reclamações patronais nunca foram novidade. 

O desejo do empresariado sempre foi de poder explorar o empregado a belprazer, sem se importar com saúde, condições físicas, jornada de trabalho, salário digno, ou seja, um "CONTRATO DE TRABALHO DIGNO", e não ESCRAVIZAÇÃO DO CONTRATADO.

Desde a pré-história, o fator TRABALHO sempre foi a fonte de todo sofrimento do ser humano, independente de gênero. Homens, mulheres e crianças sempre foram alvos da ganância dos usurários. Não precisamos pesquisar o mundo primitivo para provar isso. Basta vermos o filme "Irmão sol irmã lua" que conta a história de São Francisco de Assis, onde denuncia as condições de trabalho nas fábricas de tecidos da Itália, fator esse que causou um ataque de loucura no adolescente sensível que era o menino Francisco e que fê-lo destruir a fábrica do pai.


Mas o desenvolvimento da comunicação, as revoluções científico-tecnológicas, o descobrimento de formas mais eficientes de produzir sem gerar sofrimento humano, simplesmente foram um incentivo aos usurários para aprofundar a exploração do trabalho alheio. Se era possível produzir 100 foices com tecnologia, passaram a produzir 200 usando as antigas condições de trabalho. Daí as grandes revoltas operárias no mundo fabril europeu, danificando máquinas, queimando instalações, matando empresários etc. 

No entanto, tudo isso não foi e ainda não é o suficiente para convencer o denominado patrão - empreendedor, empresário, investidor ou deem-lhes o nome que quiserem - de que o fator trabalho vale tanto quanto o fator capital; ou seja, se o seu capital vale 100, o trabalho também tem valor igual. E não adianta reclamar... 
- Ah, mas assim o lucro será zerado! Negativo. O lucro será proporcional às condições da mercadoria na concorrência de mercado. Exemplo: visite uma feira de moda e observe. Todos os expositores estão vendendo o quê? Roupa. Certo? E o que faz o consumidor comprar num vendedor e não no outro? Com toda certeza, a apresentação, a limpeza, o atendimento, ou seja, fatores de acolhimento do cliente. Ninguém gosta de ser maltratado, nem o mais estúpido dos capitalistas. E quando se vê uma marca triunfar sobre as demais, nada de procurar nela defeitos, mas valores acrescidos ao seu produto pelo modo como ela se porta na relação com o seu consumidor; ao contrário daquelas que barateiam seus custos às custas do trabalho não pago, às vezes até do trabalho escravo, do trabalho infantil, do roubo de cargas, da receptação de roubos, da sonegação de impostos, do calote nos fornecedores etc
Muito se fala de capitalismo predatório, mas capitalismo predatório é o próprio capitalismo. Ele não existe sem destruir primeiro as relações de produção - haja vistas as reformas trabalhistas e previdenciárias executadas nas últimas décadas a partir da Europa, se estendendo mundo a fora, matando trabalhadores - mão-de-obra/forças produtivas - e promovendo guerras de pilhagens, desde o golfo pérsico, o oriente médio, o mundo asiático, África e América Latina. O capitalismo, desde a 2ª guerra mundial, vem provando a sua inviabilidade. O esforço pela reconstrução dos países vítimas dos estragos feitos pela guerra provou a necessidade e eficiência do Estado como fator de regulação das relações sociais. Sua contra-partida SOCIALISANTE é o resultado mais positivo de que se tem notícia do embate das ideias. Por isso, resulta inútil o choro patronal contra a seguridade social. E a solução para isso é a expropriação do parque empresarial sob controle dos trabalhadores, pondo fim à especulação com produtos em escassez,  à apropriação individual do trabalho coletivo, à eliminação da separação entre setores de gestão e operação, e, finalmente, exterminando com a burocracia estatal e sindical sobre a classe operária.

FORA AS REFORMAS NEOLIBERAIS!
FORA AS REFORMAS TRABALHISTAS!
FORA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!
TODO APOIO ÀS LUTAS DA CLASSE OPERÁRIA
!!