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terça-feira, 21 de julho de 2026

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983 * Ernesto Germano Parés/RJ

GREVE GERAL 21 DE JULHO DE 1983
GREVE GERAL ENFRENTA A DITADURA!
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Há 43 anos o Brasil vivia um importante momento histórico. Em plena ditadura militar, três milhões de trabalhadores foram às ruas! A greve teve a adesão de 35 entidades sindicais e de associações de funcionários públicos. O destaque da época é que entidades da sociedade civil, que se calaram recentemente quando o país sofria com os golpes da direita, participaram e deram apoio à aquele movimento: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outras se solidarizaram com os trabalhadores e divulgaram notas e apoio público às manifestações.
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O país tinha o general João Batista de Figueiredo como presidente e o chamado “milagre econômico” dos militares já tinha naufragado. A economia arrasada, inflação descontrolada (chegando a 100% ao ano), a crise da dívida externa e o desemprego em massa.
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Em 1981, como já relatamos e ilustramos em um texto anterior, havia sido criada a “Comissão Nacional Pró-CUT”, durante o encontro que foi conhecido como Conclat. E foi a “Comissão Pró-CUT” que conclamou os trabalhadores para a 1ª Greve Geral no país depois do golpe de 1964.
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“Foi a primeira grande luta nacional que unificou os trabalhadores, após as greves de 1978, 1979, e obteve muita repercussão, contribuindo para termos um forte movimento pelas Diretas Já, alguns meses depois. Sem dúvida, foi um marco fundamental da resistência à ditadura, que já se encontrava em forte declínio, tanto que conseguimos derrotar um dos seus decretos na votação da Câmara”, lembrou em um depoimento o ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP).
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Atendendo às determinações do FMI, o governo aumentava os juros para conter a inflação e cortava despesas, chegando ao ponto de baixar, em maio, o Decreto-Lei 2.025 que extinguia todos os benefícios dos empregados das empresas estatais. A reação dos trabalhadores foi imediata. No dia 16 de junho, 35 entidades sindicais e associações de funcionários públicos aprovam o estado de greve, em protesto contra o decreto.
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Metalúrgicos, petroleiros, bancários, professores e outras categorias assumiram aquela bandeira e mostraram que os trabalhadores já não suportavam o arrocho e a violência.
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O governo recuou, mas no dia 29 de junho Figueiredo assinou um novo decreto, o 2.036, atacando diretamente os direitos dos funcionários das estatais acabou com o abono de férias, as promoções, os auxílios alimentação e transporte, o salário adicional anual e a participação nos lucros, só para citar alguns. Menos de um mês depois, em julho, emitiu o Decreto-Lei 2.045 para limitar ainda mais os reajustes salariais da categoria. Em todo o país o exército entra em prontidão!
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“Fora Daqui o FMI” foi o grito que explodiu com toda a força por tanto tempo represado. E a Greve Geral de 24 horas em todo o país se tornou uma realidade. Setores reformistas da esquerda não acreditavam na greve, não aconselhavam a greve, não desejavam a greve, mas tiveram que engolir também os trabalhadores nas ruas gritando que não suportavam mais.
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Importante destacar que aquela greve impactou profundamente mais de 40 milhões de pessoas e foi o caminho encontrado pelo conjunto de mais de cem entidades sindicais para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.
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Pouco mais de um mês depois, no dia 28 de agosto de 1983, em um Congresso de Trabalhadores era fundada a Central Única dos Trabalhadores!
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VIVA A GREVE GERAL DE 1983!
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VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA!
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A GREVE É UM DIREITO LEGÍTIMO DOS TRABALHADORES.
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quarta-feira, 27 de maio de 2026

ESCALA 6 X 1 NA RETA DECISIVA: MANTER A PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO E O GOVERNO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

ESCALA 6 X 1 NA RETA DECISIVA: MANTER A PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO E O GOVERNO
A luta pelo fim da escala 6x1 despertou a simpatia de amplas camadas da população. Essa simpatia se traduziu em mobilização, ainda que limitada. Essa mobilização já havia sido demonstrada no 1o de maio, a despeito do temor das principais centrais sindicais, que evitaram convocar atos unitários.

Há mobilizações, como o movimento de estudantes, docentes e servidores nas universidades estaduais paulistas. Significativa foi a greve dos servidores públicos municipais da capital paulista.

Ao mesmo tempo, a insatisfação da população com os governos e prefeituras da extrema-direita começa a se manifestar. Em São Paulo, a privatização da Sabesp, com o desmonte da empresa, acompanhada de uma crise hídrica, coloca o governador em cheque. No Rio, o ex-governador miliciano e bolsonarista frequenta as páginas policiais. O prefeito paulistano tem um caso de corrupção divulgado diariamente. Em Brasília, a atual e o ex-governador chafurdam no caso Master.

Essa situação se reflete nas pesquisas eleitorais. A ofensiva da extrema-direita de esvaziar a PEC do fim do 6x1 teve péssima repercussão. E o governo, que há um ano atrás era no mínimo reticente em relação à pauta, corre atrás da PEC, mesmo fazendo concessões inaceitáveis. O que faz com que seja necessário não afrouxar a pressão sobre o Congresso e o governo.

O movimento da classe trabalhadora mostra o caminho. A luta muda a vida. A luta é a chave para a vitória eleitoral contra extrema-direita.

O alívio das pesquisas eleitorais não é motivo para baixar a guarda. A possibilidade de se derrotar o fascismo e o imperialismo é real. Para concretiza-la e possibilitar um salto qualidade é necessário massificar a luta política. Essa é a tarefa da classe trabalhadora e dos comunistas em particular.
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

domingo, 21 de dezembro de 2025

REFORMA TRABALHISTA DE MILEI PODE VIRAR GREVE GERAL * Alfonso de Villalobos (Tiempo Argentino)

REFORMA TRABALHISTA DE MILEI PODE VIRAR GREVE GERAL
Alfonso de Villalobos (Tiempo Argentino)

Argentina. Dezenas de milhares de trabalhadores repudiaram a reforma trabalhista / "Se não atenderem às nossas reivindicações, haverá greve geral", alertou a CGT.

Milhares de manifestantes se reuniram na Plaza de Mayo para dizer não à reforma trabalhista do governo fascista e das corporações.

O calor sufocante acelerou os procedimentos, e o evento começou um minuto antes das 15h , horário previsto. A mobilização havia começado ao meio-dia e foi massiva, com uma contribuição significativa dos sindicatos da CGT, que atenderam ao chamado de sua liderança.
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Sindicato Minero de la Sección 65 de Cananea anunció el fin de huelga * Sindicato Minero de la Sección 65 de Cananea / Mexico

Sindicato Minero de la Sección 65 de Cananea anunció el fin de huelga
MÉXICO
Tras casi dos décadas de conflicto, el Sindicato Minero de la Sección 65 de Cananea anunció el fin de la huelga iniciada en 2007, luego de una asamblea histórica realizada en su recinto oficial.

sábado, 20 de janeiro de 2024

TODO APOIO À GREVE GERAL DOS TRABALHADORES ARGENTINOS * JORNAL DOS TRABALHADORES/BR

TODO APOIO À GREVE GERAL DOS TRABALHADORES ARGENTINOS
&
CBST
FORA MILEI E O FMI

O secretário-geral da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) da Argentina, Rodolfo Aguiar, confirmou nesta sexta (20) a participação daquela organização na greve geral e mobilização marcada para o dia 24 deste mês.

GREVE GERAL FORA MILEI
MILEI BASURA! VOCÊ É A DITADURA!!

Em declarações à Rádio El Destape, Aguiar afirmou que a ATE fará parte destas ações contra as medidas do Presidente Javier Milei, apesar das tentativas do Governo de desmobilizar os cidadãos.

Ontem à noite, a referida entidade foi convocada para negociações conjuntas no Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, nesta capital.

Se a convocação dessa reunião for uma estratégia para levantarmos a greve, alertamos que isso não acontecerá. São muitas as reclamações que temos. Ratificamos que nos mobilizaremos em massa, disse o dirigente sindical.

As razões que nos levam aos protestos são muito mais amplas e abrangem mais do que simplesmente a questão salarial, acrescentou.

Na próxima quarta-feira, membros de organizações sociais, sindicais e políticas manifestarão a sua rejeição a um plano de ajustamento, a um protocolo contra manifestações, a um decreto de necessidade e urgência e a um pacote de leis apresentado pelo Governo.

Estas duas últimas iniciativas envolvem a eliminação ou reforma de mais de 300 regulamentos e a declaração do estado de emergência com a atribuição de poderes legislativos ao Executivo até 2025, com possibilidade de prorrogação por dois anos.
Não aceitamos como inconstitucional o protocolo anti-piquetes da ministra da Segurança Patrícia Bullrich, nem aceitamos as multas que ela quer que paguemos ou as ameaças de descontos no dia da greve, afirmou Aguiar.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

A ENFERMAGEM PÁRA O BRASIL * Movimento Brasil Operário/MBO

A ENFERMAGEM PÁRA O BRASIL

🗣️A FORÇA ESTÁ NA UNIÃO!
🗣️CONSCIENTIZE SEUS COLEGAS 🗣️PROFISSIONAIS
ORGANIZEM AS ESCALAS DO SEU SETOR
🗣️RESPEITEM O QUANTITATIVO.
URGÊNCIA, EMERGÊNCIA E UTI NÃO PODEM PARAR, MAS OUTROS SETORES SIM
🗣️BUSQUEM DIRETAMENTE AS INFORMAÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA GREVE COM SEUS SINDICATOS.

🗣️SE O PATRONAL PRESSIONAR DENUNCIE NO SINDICATO, POIS O PATRÃO AGE CONTRA A LEI QUANDO COAGE O TRABALHADOR QUE TEM DIREITO A REIVINDICAR SEUS DIREITOS.

🗣️É DIREITO

🗣️NÃO ABRA MÃO DE SEUS DIREITOS PARA FICAR ESCRAVISADO.



quinta-feira, 29 de julho de 2021

Situação brasileira * Jornal dos Trabalhadores/MBO

SITUAÇÃO BRASILEIRA

Caminhoneiros,carteiros, entregadores, uber, servidores públicos, todos somos alvos do mesmo algoz: O CAPITAL. Os interesses dos investidores não miram apenas num único setor produtivo. Eles compram títulos nas bolsas de valores baseando-se apenas na perspectiva de lucro. Daí, a política chamada neoliberalismo, IMPOSTA PELO IMPERIALISMO DAS GRANDES POTÊNCIAS; ela busca tomar dos países tudo aquilo que é importante para a vida nacional, tanto dos governos como dos trabalhadores.Nesse jogo, quem nunca perde é o empresariado. 


No caso do TRANSPORTE - caminhoneiros, carteiros e entregadores, uber - o pulo do gato está no máximo de serviço com o mínimo de custo: lucro certo. A situação dos SERVIDORES PÚBLICOS é um pouco diferente, mas como envolve vários ramos de atividade, o empresariado está de olho, principalmente, no usuário: vide Caixa Econômica, saúde, educação, segurança etc. 



Por isso a PRIVATIZAÇÃO: ela tem dois objetivos embutidos =1- tomar do Poder Público ( Federal, Estadual e Municipal) suas melhores fontes de renda. Isso leva ao enfraquecimento do Estado/Poder Público diante do setor privado/empresariado. 2 - A privatização é um arranjo jurídico feito para jogar fora o patrimônio público construído com o nosso suor e promover o enriquecimento de grupos empresariais que financiam a corrupção política, através de propinas, como os escândalos da compra de vacinas. Isso geralmente acontece com a "venda" do setor pelo preço mínimo avaliado, "por eles mesmos."

É o que está acontecendo agora - julho de 2021 - com o Brasil. Todos os segmentos econômicos citados acima estão na mira do capital internacional. No caso dos trabalhadores por aplicativos - uber, entregadores - são vítimas de empresas em sua maioria multinacionais, como a AMAZON, a gigante do comércio virtual, e tem como aliados o Magazine Luiza e a Mercado Livre.

Olhando assim, de cara, o "bicho" parece brabo. Mas não é. Prova disso é a greve dos trabalhadores da AMAZON no mundo todo, que pararam as atividades e enviaram a pauta de reivindicações. Como não é fácil ter um operador de telemarketing devidamente treinado rapidamente, a categoria saiu vencedora. Portanto, a saída é união. 

E NO BRASIL

No Brasil não é diferente. Caminhoneiros, carteiros, entregadores e uber podem tranquilamente articular um movimento unitário e parar o setor. Isso pode levar algum tempo, mas não é impossível, principalmente se for viabilizado diretamente, entre os trabalhadores, sem centrais sindicais pelegas nem sindicatos vendidos aos patrões.Basta organizar assembleias regionais, até mesmo conjuntas, para fechar a pauta de reivindicações, eleger uma comissão de representantes e encaminha-la ao representante patronal. Simples assim...

CUIDADO COM OS INIMIGOS

Nosso principal inimigo é o CAPITAL.Não tenhamos dúvida. Mas entre nós trabalhadores e os patrões tem um elemento muito perigoso: O SINDICALISMO PELEGO. Ele vive de propinas pagas pelos patrões para nos arrastar ao matadouro. Isso acontece em nome dos sindicatos - sustentados por nós - que vão até ao patrão e se propõe a "resolver o problema": NÓS. E a solução sem sombra de dúvida é sermos eliminados do emprego, geralmente sob ameaças. 

No Brasil, neste momento, não temos nenhum sindicato nem central sindical dignos desses nomes, pois estão todos comprados. Haja visto a comodidade de todos eles perante a cassação de nossos direitos trabalhistas e sociais com as ditas REFORMAS. Nenhum chamou a  sua categoria para ir à luta, com mobilizações, vigílias em Brasília ou GREVE GERAL. Ou seja, todos estão recebendo dividendos com essa farra do empobrecimento dos trabalhadores e do povo brasileiros.

PORTANTO, nossa luta é contra os imperialistas do Brasil e do mundo e o mínimo a fazer é

 GREVE GERAL 
CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
E AS REFORMAS ! 

FORA BOLSONARO E OS GOLPISTAS, 
FORA O IMPERIALISMO!!
!!!