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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas * OutrasPalavras

Piso da Enfermagem poderá ser atrelado à jornada de 36 horas
Na quarta (8), a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC 19/2024, que regulamenta o Piso Nacional da Enfermagem de forma associada à jornada de trabalho de 36 horas semanais. Apresentado por Eliziane Gama (PSD-MA), sob relatoria de Fabio Contarato (PT-ES), a aprovação significa que a proposta vai a plenário em caráter de urgência e ganha prioridade na pauta legislativa.

A expectativa da categoria é que a votação da PEC se dê até maio, uma vez que no segundo semestre o calendário eleitoral tende a desmobilizar o Congresso.

“O nosso prazo é curto, tudo acontece até junho, depois a gente não tem muita expectativa. É importantíssimo que o projeto chegue na Câmara o mais rápido possível. Agora, mais do que nunca, precisamos pautar com o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para ele sentir a necessidade das entidades e a urgência da pauta”, afirmou Solange Caetano, do Fórum Nacional de Enfermagem, a este boletim.

Presente em Brasília nas articulações pelo avanço do Piso, Solange considera que o Congresso demonstrou sensibilidade com a reivindicação de uma categoria que há anos luta por melhores condições de trabalho. Cabe destacar que o Piso da Enfermagem foi aprovado em 2022, também em contexto pré-eleitoral. No entanto, até hoje sua regulamentação exige lutas da categoria, em especial no setor privado.

A proposta original previa o piso atrelado a uma jornada de 30 horas semanais. Mas, logo após sua aprovação, o STF atendeu ao lobby do setor privado e concedeu liminar a garantir o pagamento mediante jornadas de 44 horas semanais.

“[A nova PEC] não altera a jornada já existente, apenas torna proporcional o valor para jornadas superiores. Com isso, representa um avanço no cumprimento do Piso da Enfermagem, porque na prática hoje nenhum enfermeiro está recebendo o piso cheio”, explicou Ludmila Outtes, presidente do sindicato que representa a categoria em Pernambuco.

Como publicado ao longo dos últimos quatro anos pelo Outra Saúde, a categoria mais numerosa do SUS lidou com vários obstáculos para a efetivação do piso, além de enfrentar um quadro crescente de exaustão no trabalho.

Ludmila lembra que o Estado reiterou sua tendência em absorver a argumentação liberal de falta de dinheiro, tanto no setor público como privado, e sempre colocou travas para limitar o piso. Assim, os valores estabelecidos, de R$ 4.750 para enfermeiras, R$ 3.325 para técnicas e R$ 2.375 para auxiliares já se encontra um tanto obsoleto.

“Ainda está distante do que queremos. Na verdade, o valor do piso já está bastante defasado porque estamos sem reajuste há quatro anos nesse valor – já que o ex-presidente Bolsonaro vetou o reajuste anual. Na prática, a PEC-19 ainda não devolve as perdas inflacionárias desse período”, explicou.

De todo modo, como corroboram as fontes ouvidas pela nossa reportagem, a categoria conseguiu aproveitar a necessidade dos parlamentares de se mostrarem amigáveis a pautas populares às vésperas de eleições. “É um avanço, então deve servir como mais um degrau na caminhada em defesa de um salário digno para a enfermagem brasileira”, concluiu Ludmila.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

ENFERMAGEM: PISO SALARIAL E DUPLO VÍNCULO * Fórum de Trabalhadores da Saúde-FTS

ENFERMAGEM: PISO SALARIAL E DUPLO VÍNCULO
Fórum de Trabalhadores da Saúde-FTS
FNE

Nestes últimos dias tem havido uma avalanche de fake news no seio da categoria de trabalhadores da enfermagem sobre o DUPLO VÍNCULO X PISO SALARIAL. 

SINDENFRJ

Seu objetivo maior foi desacreditar o atual governo, jogando a culpa até em seus subordinados. Acontece que o governo federal jamais iria atuar dessa forma, um vez que se trata de lei, da qual o mesmo é conhecedor.

No entanto, seus "cocorrentes..." da "opo$i$$ão" estão SIM cometendo irregularidades Brasil a fora. Dezenas de prefeitos não acataram a lei. Mas isso está sendo denunciado com toda força dos verdadeiros enfermeiros, e a lei será cumprida, doa a quem doer. 

DUPLO VÍNCULO É LEI e o PISO SALARIAL DA ENFERMAGEM TEM QUE SER RESPEITADO!!

NÃO SE INTIMIDE. DENUNCIE

(Foto: SINDENFRJ)

sábado, 29 de julho de 2023

ENFERMAGEM: DIGNIDADE SE CONQUISTA COM GARRA NA LEI OU NA MARRA * Fórum de Trabalhadores da Saúde/FTS-RJ

ENFERMAGEM: 
DIGNIDADE SE CONQUISTA COM GARRA
 NA LEI OU NA MARRA

Sem jornada de trabalho definida, são contratados para fazer plantão. Esses, podem variar de 12 a 24 horas. E por ser considerado atividade essencial, se faltar um profissional para completar o plantão seguinte, um integrante dobra para completar a equipe. Isso pode inclusive lhe impor mais um expediente de 24 horas, levando-o a trabalhar 48 horas seguidas. Esse é um dos fatores de stress físico e mental, levando muitos trabalhadores à exclusão profissional.


De modo que a situação da categoria enfermagem, hoje, no Brasil, é uma calamidde sem precedentes. Há casos em que os trabalhadores contratados para enfermagem fazem serviços de limpeza, estocagem, carga e descarga de entregas nos hospitais, sem contar a substituição de outros profissionais de saúde, tais como farmacêuticos e agentes comunitários de saúde.

Portanto, pensar enfermagem no Brasil de 2023 implicar em observar as condições da luta de classes em geral, frente aos ataques neoliberais, aonde todos os direitos trabalhistas e sociais foram surrupiados para atender à ganância dos investidos em bolsas de valores mundo afora, e, acrescente-se aí a covardia e entreguismo da fração capitalista nacional, que arrastou consigo o executivo, o judiciário, o legislativo, a mídia e, pasmem, todas denominações religiosas, inclusive cristãs. Foi sssim, que os nossos direitos conquistados com suor e sangue, nossos e de nossos antepassados, foram afanados. No âmbito nacional, isso é exsacerbado em vários aspectos: começando com a lavagem cerebral samba-novela-futebol-religiões, que pira o coitado do peão e o deixa pronto para o patrão montar. Paralelo a isso, tem-se o aparelho partidário burguês, fortalecido por vários partidos políticos pseu-esquerda, que encabresta a classe trabalhadora e fortalece o aparelho ideológico do sistema capitalista no Brasil. Mas não pára aí. Temos ainda a imensa estrutura sindical viciada em comodismo e corrupta, que se especializou em propinas e negócios com o aparelho empresarial. Por exemplo, grande parte da estrutura sindical brasileira não passa de agenciadora de planos de saúde, funerárias e turismo.

ENFERMEIRO SILVIO

Então, vamos nos perguntar: e o piso salarial?

A enfermagem nunca teve piso salarial, fator de reconhecimento, incentivo à qualificação e alto estima. Por isso, nos últimos anos ganhou força no meio profissional a mobilização pela conquista dessa garantia. Nessa mobilização, surgiram vários interessados em seu sucesso, tais como parlamentares em todos os níveis, o que resultou no envolvimento até de presidente da república. Assim, ele foi votado e sncionado. Mas e daí? Quem paga? Essa questão gerou um verdadeiro desespero, pois não basta ter o piso. Tem que haver fonte pagadora, pelo menos no que diz respeito aos servidores públicos. Bom, tudo foi resolvido. Resolvido? E a enfermagem do setor privado? Pronto. É aonde nos interessa chegar. Os trabalhadores do segmento privado são milhares, é um mercado político nada desprezível. Só que apenas ELES não dominam isso. A dominação ideológica gera verdadeira cegueira nessa categoria, não sei se por que vestem BRANCO, e são confundidos com DOUTORES, não sei. Mas são, sim, verdadeiras cavalgaduras montadas pelos patrões. Uns servem ao governo, outros à oposição e todos se esquecem de que serão manipulados em troca de votos. Todos seremos sugados por esses vampiros pelegos sindicais+patrões+políticos+governos. Nos dividirmos em função disso, é suicídio.

RESILIÊNCIA

O QUE VEM PELA FRENTE

Verificamos que nosso horizonte é turvo. 2024 tem eleição para vereador e prefeito. Entre nós já circulam umas figuras tipo vedete do lixo. Falam tudo que lhes dê prestígio, não importa com quem, porque só interessa plateia. E é justamente o que acontece com a maiori de nossos companheiros trabalhadores, inclusive a enfermagem. Viram plateia batendo palmas para os aproveitadores do circo. Se esquecem de suas jornadas de trabalho, do ritmo escorchante, das humilhações, e dos parcos salários. Cedem, literalmente, ao ladrão.
VITÓRIA EM SAQUAREMA-RJ


POR ISSO COMPANHEIRADA

Enfermagem e toda a classe trabalhadora, nosso foco é a classe, é a luta, por nossos direitos, pelo piso salarial, por melhores condições de trabalho, por uma jornada de trabalho digna, pela formação de núcleos de trabalhadores por local de trabalho, por mais qualificação e dignidade profissional, por respeito a uma das profissões mais importantes na vida de todos nós, pela construção de um sindicalismo efetivamente operário sem pelegos nem x9 patronais, pelo fortalecimento da enfermagem pública e privada. 
VAMOS CONSOLIDAR O PISO COM GARRA
 NA LEI OU NA MARRA!!
FÓRUM DE TRABALHADORES DA SAÚDE
*

sexta-feira, 28 de julho de 2023

FOCO NA CLASSE E NA LUTA * Enfermeiro RAJ - PR

 FOCO NA CLASSE E NA LUTA

Foto:SINDENFRJ

Análise crítica conjuntural sobre a luta pelo piso nacional da enfermagem.


Gostaria de chamar atenção sobre algumas questões, em específico na categoria da enfermagem, ressaltando evidentemente, pontos  importantes que ao meu ver tem culminado negativamente com o insucesso momentâneo do nosso movimento, principalmente no que se refere aos atos de agitação e nas tentativas de greve recentemente:



1°- Ponto importantíssimo. A história já nos mostrou, e tem nos mostrado através da literatura, filmes, músicas  e  afins que a luta da classe trabalhadora ao longo dos tempos, contra os desmandos, exploração e sacrifícios vindos da classe dominante, neste caso na figura dos empresários, donos dos grandes engenhos do passado, donos de terras e donos de fábricas, sobre os trabalhadores, é algo sistêmico desde a sua concepção e inerente ao sistema capitalista, fruto da própria relação de trabalho ( patrão x empregado)  e que durante este longo processo de relação, algumas concessões ( direitos adquiridos) foram conquistados, sobre o custo de muita luta, e porque não, muito sangue também, e hoje nos encontramos sob a luz desta mesma realidade, ou seja, luta por direitos. No entanto, é preciso que enxerguemos a história como um todo aprofundando o entendimento em todo o seu processo, para que evidentemente tenhamos a sabedoria pra seguir, agir, avançar e concluir positivamente este processo árduo e desgastante de luta.  Ora, é mais do que sabido , principalmente pelos mais experientes e conscientes que a classe trabalhadora só conquistou alguma coisa ao longo dos séculos e nas longas páginas de sua história, lutando. De que forma? Principalmente *FAZENDO GREVE NAS FRENTES DAS GRANDE FÁBRICAS DO BARÕES, PATRÕES DONOS DO CAPITAL*A história está aí para ser lida, entendida e  interpretada. 


A situação atual da enfermagem é muito simples e não se diferencia em nada das demais categorias, inclusive do passado; pelo contrário,  é muito semelhante em quase todos os aspectos. E de que forma precisamos agir? Com enfrentamento organizado e pressão, sobre quem? Governos? Sim evidentemente, mas principalmente contra os DONOS DO CAPITAL, que é quem evidentemente dá as cartas e controlam todo o rito do que acontece em Brasília ou melhor no Brasil e no mundo, ou vocês acham que não? Basta ver quem são os donos dos principais hospitais, redes ou grupos de saúde no Brasil e onde muitos deles estão inseridos, quem foram os principais responsáveis em colocar o piso da enfermagem na situação que se encontra hoje, além dos ministros do STF? Sim! E a quem o STF obedece senão aos donos do capital? Quais os interesses por trás daqueles ministros, Gilmar Mendes, Barroso, Fux etc. Então, a tarefa básica para nós trabalhadores da enfermagem é simples, direcionar nossas forças  no rumo correto, A INICIATIVA PRIVADA, os grandes hospitais, seguindo o exemplo dos colegas guerreiros do Rio de janeiro. Agora imaginem só, um grande movimento de agitação e manifestação , (não precisa ser greve neste primeiro momento), em frente ao hospital Sírio Libanês, Einstein ou algum hospital de ponta de qualquer cidade do Brasil que atende pacientes de classe média ou alta.  Basta algumas manifestações para ver se não chamamos atenção, inclusive da mídia vendida que é gerida pelos donos do capital. Creio que a direção principal seja esta que devemos seguir, basta organização e força de vontade e principalmente consciência de classe.


2° Ponto:  definir como pauta principal a bandeira de luta da categoria, a enfermagem, deixando de lado, todo e qualquer viés ideológico partidário. E preciso sobretudo ter entendimento que trata-se de uma luta contra o sistema no geral, independentemente de quem esteja no poder, isto não quer dizer evidentemente que não se deve cobrar de quem está no poder, pelo contrário, é tarefa nossa, porém a cobrança deve ser feita nas ruas , através de manifestações organizadas e direcionadas e não com ataques rasos e sem base contra presidente A ou B dentro dos grupos, por que isto não agrega em nada. Pelo contrário, só fragmenta e enfraquece a união e organização dos trabalhadores dentro do movimento que é composta por pessoas de um universo plural ideológico de opiniões diversas e acaba gerando um sentimento de mal-estar dentro da organização. O desejo e anseio dos trabalhadores em um processo de emancipação e conquista é apenas um:  a vitória dos trabalhadores.


3° Ponto: As entidades de representação que infelizmente deixam e tem deixado muito a desejar tem sido um problema muito grave para nós, porque atendem interesses próprios e deixam a categoria sob a luz de sua própria sorte. Neste sentido é preciso compor o fortalecimento da base organizada, igual estes grupos do “gigantes” que nasceram da real necessidade e organização dos trabalhadores e que vem lutando a cada dia de forma séria e corajosa, porque foi formado por trabalhadores da base, sobre esta condição e entendimento. 


É preciso ações combativas contra o peleguismo sindical e presença massiva dos trabalhadores da base no interior destas instituições, para que se faça valer os reais desejos e anseios da classe trabalhadora, é preciso presença e participação dos trabalhadores, sobretudo em todas as entidades representativas( Sindicatos, Corens e cofens), na composição e direção do interior de suas estruturas. Em suma, a análise é esta, seguimos juntos, sempre, até a vitória final!

APOIO

Fórum de Trabalhadores da Saúde

Movimento Brasil Operário - MBO
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

terça-feira, 18 de julho de 2023

ENFERMAGEM RUMO À VITÓRIA * PEDRO RAFEL VILELA/AGENCIA BRASIL

ENFERMAGEM RUMO À VITÓRIA
PEDRO RAFEL VILELA/AGENCIA BRASIL

Ministério prevê pagamento do piso da enfermagem a partir de agosto.

O Ministério da Saúde informou que está em processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento já para ser incluído no contracheque de agosto.

O Ministério da Saúde informou, na última sexta-feira (14), que está em processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento já para ser incluído no contracheque de agosto. De acordo com a pasta, também foi realizado, "com êxito", um amplo processo de levantamento de dados dos profissionais da enfermagem junto aos estados e municípios para apurar os valores a serem repassados a cada ente da federação. O piso será pago em nove parcelas neste ano.

De acordo com as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU), o cálculo do piso será aplicado considerando o vencimento básico e as gratificações de caráter geral fixas, não incluídas as de cunho pessoal.

"A metodologia de repasse aos entes e o monitoramento da implementação do piso em nível nacional tomará como base um grupo de trabalho com a participação de diferentes pastas (Ministério da Saúde, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério do Planejamento e Orçamento, Advocacia-Geral da União e Controladoria-Geral da União), sob supervisão dos ministérios que integram a estrutura da Presidência da República e coordenados pela Casa Civil", diz o informe divulgado pelo Ministério da Saúde.

Entenda

Em maio, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o pagamento do piso nacional da enfermagem após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sancionado a abertura de crédito especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso.

Até então, o novo piso nacional, definido pela Lei nº 14.434, estava suspenso, desde setembro de 2022, por decisão do próprio Barroso, até que os entes públicos e privados da área da saúde esclarecessem o impacto financeiro. Segundo os estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

Na nova decisão, Barroso determinou que estados, Distrito Federal e municípios, bem como às entidades privadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a obrigatoriedade de implementação do piso nacional só existe no limite dos recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para essa finalidade.

Valores

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela lei. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60 mil parteiras.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

A ENFERMAGEM PÁRA O BRASIL * Movimento Brasil Operário/MBO

A ENFERMAGEM PÁRA O BRASIL

🗣️A FORÇA ESTÁ NA UNIÃO!
🗣️CONSCIENTIZE SEUS COLEGAS 🗣️PROFISSIONAIS
ORGANIZEM AS ESCALAS DO SEU SETOR
🗣️RESPEITEM O QUANTITATIVO.
URGÊNCIA, EMERGÊNCIA E UTI NÃO PODEM PARAR, MAS OUTROS SETORES SIM
🗣️BUSQUEM DIRETAMENTE AS INFORMAÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA GREVE COM SEUS SINDICATOS.

🗣️SE O PATRONAL PRESSIONAR DENUNCIE NO SINDICATO, POIS O PATRÃO AGE CONTRA A LEI QUANDO COAGE O TRABALHADOR QUE TEM DIREITO A REIVINDICAR SEUS DIREITOS.

🗣️É DIREITO

🗣️NÃO ABRA MÃO DE SEUS DIREITOS PARA FICAR ESCRAVISADO.



quarta-feira, 17 de maio de 2023

ALÔ ENFERMAGEM, OLHA O TREM! * JORNAL DOS TRABALHADORES/JT

ALÔ ENFERMAGEM, OLHA O TREM!

Companheiros, graças a Deus, estamos vivos, mas que vivemos "AO DEUS DARÁ", ninguém duvida. Ao Deus dará, porque nos qualificamos com vistas a um mercado de trabalho altamente promissor, mas na prática, desregulamentado, a despeito das reformas neoliberais. Ou seja, o patrão é o dono do pedaço! 

A começar pela prestação de serviço, um segmento que não sabe se anoitece e amanhece. Porque na virada da noite, o contrato pode voar. Grande parte dos trabalhadores desse setor vive sobressaltada. Os trabalhadores das "pilantrópicas", nem se fala. Hoje mesmo acabam de fechar mais uma Pestalozzi. 

E aí vem o Presidente LULA sancionar o nosso piso salarial, depois um juiz suspende a sua aplicação, o que só beneficia os patrões. Agora, esse mesmo juiz suspende a suspensão, mas aponta a LIVRE NEGOCIAÇÃO como brecha para a exploração cantar nos nossos lombos. 

E AGORA

Na prática meus companheiros, voltamos à estaca zero. Temos o piso decretado, mas não há instrumento que o faça funcionar. Pra começo de conversa, ninguém tem data-base de caracter nacional, ou seja, em cada recanto do país os trabalhadores estão na coleira do patrão e sob a sanha do pelego de plantão. Nem o cumprimento dos ACORDOS COLETIVOS têm força de lei. Contra nós, temos nossas necessidades, os patrões, os pelegos sindicais e os políticos no poder. E a nosso favor? Parece que não temos nada, não é mesmo? Não se engane! O médico está em nossas mãos, o paciente está em nossas mãos, a família do paciente está em nossas mãos, a vida do paciente está em nossas mãos! Quem mais está em nossas mãos?! O PATRÃO ESTÁ EM NOSAS MÃOS!!! NÃO SOMOS MILAGREIROS MAS SOMOS OPERÁRIOS DA VIDA!! De toda a classe trabalhadora, somos nós que salvamos vidas, na paz e na guerra. Portanto, nos cabe ter consciência disso, nos unirmos e avançar rumo à vitória. TER O PISO SALARIAL EM LEI NÃO É TUDO, MAS É O PRIMEIRO PASSO PARA COLOCÁ-LO NA PRÁTICA. 

AVANÇAR A LUTA

Com organização independente, sem cabresto de pelego sindical, de político, de partido, de cabeça erguida frente a tudo, formar comandos de mobilização por local de trabalho e começar a quebrar essa rede de confusão jogada sobre nós, é o primeiro passo para vermos a luz se acender no fim do túnel. Precisamos produzir nossos boletins e distribui-los nos locais de trabalho, de forma publica aonde for possível, ou clandestina, pra não se expor a ponto de perder o emprego. 

ACREDITAMOS QUE CADA UM DE NÓS TEM UM COMPANHEIRO DE CONFIANÇA.
FORÇA ENFERMAGEM. A LUTA CONTINUA!

ANEXO

domingo, 5 de março de 2023

TODO APOIO ÀS LUTAS DA ENFERMAGEM * JORNAL DOS TRABALHADORES

 TODO APOIO ÀS LUTAS DA ENFERMAGEM

COLETIVO DA ENFERMAGEM COM LULA ENTREGA CARTA AO PRESIDENTE
Rosa Lúcia Rocha
Rondonópolis, 03/03/23

O coletivo ENFERMAGEM COM LULA entregou nesta sexta-feira (3/03) uma Carta ao Presidente Lula em sua visita a Rondonópolis/MT, na qual solicita celeridade na edição da Medida Provisória (MP) para viabilizar o pagamento do piso salarial da Enfermagem.

A carta foi entregue pela representante do coletivo, a enfermeira Cíntia Ribeiro de Paula, que também é parte da executiva municipal do Partido dos Trabalhadores de Rondonópolis.
A mesma foi recebida pelo Secretário Nacional de Relações Políticas e Sociais da Secretaria Geral da Presidência da República, o senhor Wagner Caetano, sendo que, na oportunidade, foi realizada uma reunião e protocolado o documento cujo conteúdo pode ser lido na íntegra AQUI e logo a abaixo. O Secretário relatou que o presidente Lula já declarou o apoio ao piso salarial da categoria em diversas oportunidades, e que a comissão responsável pelo tema está trabalhando na sua edição. Reafirmou o compromisso do atual presidente com a causa da Enfermagem, contudo disse não ser possível ainda estimar a data da edição da MP. Na ocasião, o Secretário relatou que a sua esposa também é enfermeira e que o mesmo também tem acompanhado com interesse o tema.

Sobre a mobilização da categoria, o Secretário opinou que uma greve agora, dia 10/03, seria muito cedo, pois Lula está empenhado com a causa e que isso poderia atrapalhar as negociações em curso.

O grupo ENFERMAGEM COM LULA, em sua carta, destaca que a Enfermagem está pronta para ajudá-lo a cuidar do povo brasileiro, na reconstrução do Brasil, de nossa democracia e do Sistema Único de Saúde (SUS). Indica, também, que Enfermagem está em forte luta pela valorização do nosso trabalho, pela imediata implementação do nosso Piso Salarial, e buscando construir a união da categoria como classe trabalhadora!
O grupo também reforça no documento que, considerando toda a potência da categoria de Enfermagem, acredita no reconhecimento do Presidente Lula e pede todo o seu empenho para a sua valorização com a edição da Medida Provisória para viabilizar, imediatamente, a efetivação do nosso Piso Salarial da Enfermagem.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

PISO SALARIAL SUSPENSO MAS A LUTA CONTINUA * JORGE LUIZ SOUTO MAIOR / USP-SP

PISO SALARIAL SUSPENSO MAS A LUTA CONTINUA
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Por JORGE LUIZ SOUTO MAIOR*

No Brasil, herói bom é herói morto

No período da pandemia – que ainda não terminou – não foram poucos os reconhecimentos em torno da essencialidade dos serviços prestados pelos profissionais da saúde. A população demonstrou explicitamente sua gratidão a estas pessoas com gestos e palavras. Inúmeras foram às vezes em que os profissionais da saúde se viram alvos de aplausos, sendo até tratados como heróis, isto porque, mesmo trabalhando nas condições mais desfavoráveis possíveis, submetendo-se a enormes riscos, conseguiam salvar milhões de vidas.

As trabalhadoras (pois são, na maioria, mulheres) da saúde, notadamente, da enfermagem, sempre disseram que agradeciam os aplausos, mas que mais do que aplausos queriam que seus direitos enquanto trabalhadoras fossem respeitados e, sobretudo, que seu piso salarial e o limite de 30 horas de trabalho na semana, há muito perseguidos, lhe fossem, enfim, assegurados (http://www.confetam.com.br/noticias/pl-da-enfermagem-mais-que-aplausos-trabalhadores-querem-direitos-093f/).

Depois de anos de luta e de sofrimentos, que se multiplicaram na pandemia, em 4 de agosto de 2022, foi publicada a Lei n. 14.434, que conferiu aos enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras um piso salarial.

Divulgou-se, amplamente, que o piso em questão seria de R$4.750,00; Mas este valor refere-se, unicamente, aos enfermeiros. Para os técnicos de enfermagem, o piso é de R$ 3.325,00 (70% do piso dos enfermeiros); para os auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375,00 (50% do piso dos enfermeiros).

Trata-se, pois, de valores de salários bem aquém da relevância da função cumprida e nas condições em que é exercida. O salário-mínimo atual é de R$1.212,00 e sobre as condições de trabalho, todas as pessoas que precisaram ir a hospitais ou postos de saúde sabem do que se está falando.

De todo modo, o oportuno relato de Maria Helena Machado é bem útil para que a realidade não deixe tão rapidamente a nossa memória: “As pesquisas recentes realizadas pela Fiocruz, sobre as condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores(as) da saúde mostram um cenário complexo e preocupante. E a Enfermagem não ficou ilesa nesse contexto, ao contrário, foi atingida de forma brutal com milhares de contaminados e centenas que foram a óbitos por Covid-19 (Cofen, 2022), mais precisamente, 256 enfermeiros e 617 auxiliares/técnicos de enfermagem, segundo Machado et al (2022)”.

“Os dados de nossas recentes pesquisas na Fiocruz (2021-2022), sobre condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores (as) da saúde mostram um quadro em que: (i) ¼ dos trabalhadores de saúde apresenta comorbidades, sendo cinco as mais prevalentes: hipertensão, obesidade, doenças pulmonares, depressão e diabetes; (ii) mais de 70% apresentam com fortes sinais de esgotamento e cansaço por excesso e sobrecarga de trabalho; (iii) a maioria denuncia más condições de trabalho traduzidas em infraestruturas precárias e inadequadas, produzindo desconforto e problemas ergonômicos; (iv) biossegurança insuficiente; (v) salários baixos e insuficientes para seu sustento e de um domicílio- trabalho precário apontado pela OIT- Organização Internacional do Trabalho; (vi) multiplicidade de vínculos, quase sempre precários e temporários e muitos, na modalidade de bicos; (vii) sequelas físicas e psíquicas heranças da pandemia com enormes repercussões na vida diária desse contingente de mais de milhões de trabalhadoras e trabalhadores da saúde, no qual a enfermagem é hegemônica e essencial.” (“Profissão da Enfermagem: essencialidade x piso salarial”, disponível em: https://informe.ensp.fiocruz.br/noticias/53382).

Concretamente, o piso salarial em questão é uma forma mínima e apenas simbólica de reparar o impróprio tratamento conferido aos profissionais responsáveis pela realização de serviços essenciais à recuperação e preservação da saúde e da vida da população brasileira.

Não há argumento social, cultural e humano que se possa levantar contra o piso salarial em questão, a não ser o de que o valor ainda se mostra insuficiente para o pleno resgate da dignidade desses trabalhadores e dessas trabalhadoras. Muito menos há algum argumento jurídico que possa recusar a constitucionalidade e a pertinência da norma ou obstar a sua eficácia.

No entanto, atendendo ao pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços – CNSAÚDE, que congrega, sobretudo, entidades sindicais representativas de empresas privadas que exploram economicamente o trabalho na área da saúde, o Ministro Luís Roberto Barroso, resolveu “suspender” a aplicação da Lei 14.434/22.

Segundo os argumentos lançados na decisão, o piso salarial em questão, se aplicado, poderia: (a) gerar “impacto financeiro e orçamentário sobre Estados e Municípios e os riscos para sua solvabilidade (CF, art. 169, § 1º, I)”; (b) provocar “impacto sobre a empregabilidade no setor, tendo em vista as alegações plausíveis de demissões em massa trazidas aos autos (CF, art. 170, VIII)”; e (c) trazer “impacto sobre a prestação dos serviços de saúde, pelo alegado risco de fechamento de hospitais e de redução nos quadros de enfermeiros e técnicos (CF, art. 196)”.

Ou seja, para atender a demanda de empresas privadas, o Ministro utilizou argumentos pertinentes aos entes públicos, o que não se mostra pertinente também pelo aspecto de que tais avaliações dos impactos financeiros sobre estados e municípios foram realizadas durante o processo legislativo, que contou, inclusive, com a entidade de representação dos profissionais da saúde (os Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem – COFEN/COREN – https://www.f5news.com.br/cotidiano/corense-se-posiciona-sobre-decisao-do-ministro-luis-roberto-barroso.html).

E quanto às entidades privadas, a decisão de suspensão apenas consignou que se estas empresas quisessem cumprir a lei estariam livres para tanto, mas não estariam obrigadas: “Naturalmente, as instituições privadas que tiverem condições de, desde logo, arcar com os ônus do piso constante da lei impugnada, não apenas não estão impedidas de fazê-lo, como são encorajadas a assim proceder. As circunstâncias constitucionais e fiscais aqui apontadas não significam que o valor não seja justo e que as categorias beneficiadas não mereçam a remuneração mínima”.

Os argumentos, como se vê, não são propriamente jurídicos, notadamente na parte que diz respeito às empresas privadas e, do ponto de vista econômico (o que não traz qualquer repercussão juridicamente relevante no caso) são meramente opinativos e ainda integrados da ameaça típica do setor econômico do “fechamento” de unidades, chegando até mesmo a incentivar a prática já declarada ilegal pelo próprio STF da dispensa em massa.

Diante de uma Constituição Federal que se fincou sobre a base da dignidade humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, além de ter erguido a direito fundamental o princípio da melhoria da condição social dos trabalhadores e trabalhadoras não se parece juridicamente razoável o argumento de que a preservação dos empregos só se garanta por meio de baixos salários e contratos precários, porque, afinal, em última análise, é isto que se diz quando a preservação dos empregos é o argumento utilizado para negar validade a uma lei (democrática e regularmente votada no Congresso Nacional) que conferiu um módico reajuste salarial a uma categoria de trabalhadores e trabalhadoras que exercem atividade considerada essencial.

Curiosamente, o STF em nenhum momento se viu instado a suspender a aplicação da Lei 13.467/17, que foi fruto de um processo legislativo viciado e que impôs inúmeros retrocessos sociais, humanos e econômicos à classe trabalhadora e que atingiu, sobretudo, os profissionais da saúde que, hoje, trabalham em regimes de sobrejornada, sem intervalo e com contratos precários, que incluem, inclusive, quarteirização.

Fato é que o aumento do sofrimento da classe trabalhadora parece não comover as instituições brasileiras, enquanto que o clamor do poder econômico contra uma maior partilha de seus lucros (https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/valor-acoes-empresas-saude-brasil) ecoa rápida e eficazmente.

Como dito por um amigo, a sorte dos escravizados e das escravizadas é que em 1888 não havia ADI, pois se existisse pode ser que a Lei Áurea fosse suspensa em razão dos seus impactos na economia do país.

Mas as(os) profissionais da saúde podem ficar tranquilos, pois quanto pior for a sua condição de vida, mais próximos estarão de ser oficialmente declarados heróis nacionais, pois, no Brasil, herói bom, é herói morto.

PS: Este texto foi escrito antes de encerrada o julgamento da ADI 7222, com a torcida de que o resultado final da votação desminta o seu conteúdo. E na esperança também de que se dê ouvidos à pertinente advertência lançada pelo Ministro Edson Fachin nas razões de seu voto divergente: “Por fim, tenho que a linha de precedentes recentes em relação à matéria trabalhista sugere que o risco da demora é, no presente caso, inverso. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, em matéria trabalhista, vem chancelando a redução dos espaços institucionais em que os trabalhadores tradicionalmente podiam ventilar suas insatisfações: o direito de greve de servidores públicos foi significativamente reduzido, a representação sindical foi severamente atingida pela redução do imposto sindical e o ônus para se recorrer à Justiça do Trabalho aumentou consideravelmente”.

“Nesse cenário, não chega a surpreender que a única via que tenha restado às categorias seja o recurso à representação política e que, na esteira do piso para os enfermeiros, outras categorias também planejem reivindicações semelhantes. A presente ação é paradigmática, porque pode acabar por fechar a única via que restou aos trabalhadores brasileiros para fazer valer suas demandas. Se nem quando uma maioria constitucional tem, aos olhos desta Suprema Corte, legitimidade para assegurar direitos fundamentais sociais, especialmente os trabalhistas, é sinal de que uma minoria foi por ele privilegiada”.

“Renovando as vênias de estilo, entendo que acolher a alegação de inconstitucionalidade, tal como formulada, parece atentar contra o sentido mais básico de legitimidade democrática”.

*Jorge Luiz Souto Maior é professor de direito trabalhista na Faculdade de Direito da USP. Autor, entre outros livros, de Dano moral nas relações de emprego (Estúdio editores).