quinta-feira, 31 de agosto de 2023

LULA FORÇA GREVE DOS SERVIDORES FEDERAIS * Movimento Brasil Operário-MBO

LULA FORÇA GREVE DOS SERVIDORES FEDERAIS
Indignação, revolta, insatisfação generalizada, é o resultado da reunião dos servidores federais com a "Mesa de Negociação". Isso demonstra o emaranhado de conchavos que o "governo lula/alckmin" representa. Sua submissão ao capital aliada à farsa de pacificação e reconstrução nacional se desmascaram a cada dia. A frieza e indiferença ante as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores do serviço publico federal é de dar calafrios. Os olhares gelados e as respostas lacônicas fariam Hitchcock se arrepiar.
Ninguém desconhece a situação politica e econômica do mundo atual, de queda de lucros e insegurança nos investimentos, geradas basicamente pela beligerância imperialista, promovendo guerras e instabilidades aonde os seus negócios vão de mal a pior. Também conhecemos bem sua sanha pelo alheio, afanando as riquezas nacionais aonde bem entender. Haja visto o assalto à PRETROBRAS e tantas estatais brasileiras, desde sempre, mormente do GOLPE 2016 até agora. É sabida a sua preferência e promoção de regimes fascistas e genocidas, sobretudo na América Latina, aonde o Brasil foi alvo de um governo genocida "bozonazifscista" por quatro doloridos anos. Ainda é muito cedo para comemorarmos a vitória nas eleições de 2022 sob o lema de DESNZIFICAÇÃO DO BARSIL, até por que o resultado parlamentar não inspira tranquilidade. O "trumpazo" do 8 de janeiro bem o registra. Mas o combate foi árduo, diga-se de passagem, para ambos os lados.
No entanto, o andamento da gestão lula/alckmin causa preocupação. O arrazoado de concessões ao capital, com compra de apoio parlamentar e maracutaias ministeriais, são de tirar o sono. E a cada dia isso se eleva, com o chefe do executivo fazendo um papel de pseudo-porta-voz do governo que deveria ser seu. Andam resmungando pelas alcovas que o "lula não governa". Isso nos leva a crer que o embate contra o "bozonazifascismo" nas urnas e nas ruas se esvaneceu. Parece que virou lenda urbana ou episódio da "ILHA DA FANTASIA'. Daí se depreende que precisamos relembrar-lhe que tem uma dívida conosco. Afinal, os trabalhadores em geral, e os servidores públicos em especial, entre os quais os federais, estão amargando perdas salariais sucessivas, que remontam aos tempos 'sarney-fhc". Portanto, é inconcebível uma proposta de "...até 1%..." Isso soa mais a uma ofensa do que a algo oriundo de um governo eleito sob expressiva participação popular.

Disso tudo entendemos apenas uma coisa: irmos à luta irremediavelmente. A greve é só uma questão de tempo. Mas lembre-se, depois não diga que não NEGOCIAMOS. 

"SÓ A LUTA GARANTE O DIREITO!"
*

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

A ENFERMAGEM NÃO É CARNIÇA * Fórum de Trabalhadores da Saúde/FTS

A ENFERMAGEM NÃO É CARNIÇA
Fórum de Trabalhadores da Saúde
FTS
DR LUCAS
*
O Sindicato
(adaptado de "O Partido", de Bertold Brecht)

Mas quem é o sindicato?
Ele fica sentado em sua casa com telefone?
Seus pensamentos são secretos,
Suas decisões, desconhecidas?
Quem é ele? Nós somos ele: você, eu, vocês, nós
todos.
Ele veste a sua roupa, companheiro,
E pensa como a sua cabeça
Onde moro é a casa dele,
E quando você é atacado, ele luta
Mostre-nos o caminho que devemos seguir
E nós seguiremos com você.
Mas não siga sem nós o caminho correto
Ele é sem nós, o mais errado.
Não se afaste de nós!
Podemos errar e você ter razão.
Portanto, não se afaste de nós!
Que o caminho curto é melhor que o longo,
Ninguém nega.
Mas quando alguém o conhece
E não é capaz de mostrá-lo a nós,
De que nos serve sua sabedoria?
Seja sábio conosco! Não se afaste de nós.

BERTOLT BRECHT
*

ATAQUE DA FASCISTALHA

A Enfermagem Brasileira, como todas as demais categorias de trabalhadores do país, sofre com a penetração de organizações estranhas ao ofício. Isso não é novo, mas desde a ditadura militar de 1964 passou a ser uma constante, visível somente para o observador militante, aquele ativista social voltado para a organização da categoria enquanto parte da classe trabalhadora.

Há décadas assistimos ao surgimento de seitas nazifascistas no meio dos trabalhadores da saúde, especialmente a enfermagem. Seus objetivos sempre foram claros, e vão desde a prestação de serviço ao empresariado, caguetando o sindicalismo classista desde a base até à cúpula sindical, servindo de braço político dos partidos direitistas, e, na maioria das vezes, reprimindo até fisicamente àqueles membros da categoria que se destacam na atuação cotidiana em defesa dos direitos trabalhistas.

Notamos isso mais visivelmente nos últimos anos dentro da mobilização pela conquista do PISO NACIONAL DA ENFERMAGEM. Surgiram mais grupos na categoria do que furúnculos nos devoradores de amendoim.  Poderíamos citar todos, mas basta ilustrar com os mais agressivos: Soldados da Enfermagem, Movimento de Ativistas da Enfermagem Brasileira, União Nacional de Enfermagem, e o explicitamente bolsonarista GIGANTES DA ENFERMAGEM etc, fora grupos menos personalizados, como apóstolo enfermeiro, pastor enfermeiro, enfermeiro cristão, fulano da enfermagem, chico da saúde, mobiliza enfermagem, todos juntos formando uma verdadeira babel do ilusionismo ideológico com o fim de confundir os trabalhadores, levando-os a se hostilizarem mutuamente pelo político A ou B. 

Seria cômico se não fosse trágico, mas isso demonstra o desprestígio da profissão no mundo dos ofícios qualificados. Durante a elaboração deste texto, pedimos o apoio de um profissional aposentado para nos dar  sua opinião sobre a enfermagem, e ele resumiu "mercenarismo, prostituição e só...", pela falta de dignidade dos trabalhadores em se submeterem a um verdadeiro escravismo. Segundo ele, haja visto as décadas lutando pelo piso, coisa que bastava uma paralização bem feita, mas o que acontece é pura submissão ao patronato e à pelegada sindical.

Mas não para aí. A categoria profissional da enfermagem vem funcionando como um boi morto à beira da estrada, alimentando cães perdidos e urubus famintos.  É assim que os partidos políticos tratam os nossos "salvadores de vidas". Inclusive, lançam dezenas de colegas da categoria como candidatos a vereador
es e deputados, e os "pobres" coitados ficam se exaltando perante aos colegas, com os pífios resultados eleitorais, que diga-se de passagem, lhes rendem alguns centavos na bolsa dos votos vendidos. Há alguns que são promovidos pelas máfias milicianescas a suplentes e os imbecis passam o resto dos seus dias cantando loas a tal "sucesso". É de dar pena!

Tudo isso que estamos relatando é o espelho do sindicalismo da enfermagem, ou seja, sindicatos só de fachada, porque no fundo, só servem para tirar dinheiro dos trabalhadores e ajudar na sua exploração. Sequer, funcionam como os disk-denúncias. A conivência é tamanha que o trabalhador teme mais ao sindicato do que ao escravista que lhe explora. 

SANGUESSUGAS DE PLANTÃO

Mas ninguém imagina a última! A categoria se encontra em franco processo eleitoral para os CORENS, com eleições previstas para o mês de outubro. Neste momento seria de se esperar que os sindicatos promovessem debates onde se estudasse o modo de realização dessas eleições e os critérios para formação de chapas, inclusive trazer a conhecimento sobre a paridade do voto de enfermeiros, tecnicos e auxiliares. Seria de se esperar ainda alguma preocupação coma eleição para o COFEN: DIRETA OU INDIRETA? Há segmentos defendendo  ELEIÇÃO DIRETA PARA O COFEN. E então senhores sindicalistas, vão continuar de boca costurada? Vão, vão continuar em silêncio por que têm rabo preso. 

E não fica nisso! Agora, dentro do processo eleitoral para CORENs, a extrema direita - O BOLSONRISMO - decidiu se aproveitar da divisão dos trabalhadores em chapas "de-faz-de-conta" e acabam de lançar a criação de um partido político, dentre tantos que existem explorando a enfermagem. É o Partido da Enfermagem Brasileira-PEB, ou Partido Brasileiro da Enfermagem-PBENF. Poderíamos menosprezar esses nomes por suas feiuras, mas é bom considerar o altíssimo grau de mercantilismo político, uma vez que estamos às vésperas de uma eleição para prefeitos e vereadores em todo o território nacional. Portanto, esses mascates de porta-a-porta vão se vender por alguns vinténs ao primeiro coroné-eleitoral que lhes fizer uma "cantada...". O que lamentamos é a enfermagem ser "vendida" por seu mercado de votos, uma vez que somos milhares. 

CONCLUSÃO

Nós trabalhadores da saúde, especialmente os estratos de suporte dessa atividade, não somos lixo, nem trastes recicláveis, jogados à sanha da usura. O capitalismo já mostrou todas as suas garras contra os trabalhadores mundo a fora, mas contra nós foi ao máximo. Além da exploração sofrida no serviço público, somos sugados pelo setor privado similar à escravidão. Nesse segmento existem ferramentas marginais chamadas de cooperativas, algumas até com a dignidade do registro jurídico, mas em sua maioria, não passam de "fachadas" montadas a serviço do capital, e realizam o serviço das empresas sem nenhum vínculo legal, expondo pessoas em sua maioria "inocentes massacradas pela necessidade" aos riscos mais perigosos. Se sofrerem um acidente, são jogadas lá na calçada. Essas pessoas trabalham sem EPIs, sem uniformes e sem jornadas definidas. Esse tipo de "operação" ocorre com pleno conhecimento das entidades representativas, muitas inclusive a cargo de seus membros. Há inclusive "empresas" de dirigentes dos conselhos e dos sindicatos. 

Portanto, num emaranhado desses, como nós trabalhadores podemos nos defender? Não é fácil caminhar nesse pântano. Mas precisamos ir adiante. Precisamos garantir os nossos direitos, desde aqueles surrupiados pelas reformas "temmer-bolsonaro" até aos encaminhados pelos acordo coletivos nas campanhas salariais. No entanto, sem organização nossa, independente da pelegada x9 do local de trabalho e da direção do sindicato, não teremos força. Precisamos criar grupos por local de trabalho, por empresa, por região das cidades e dos estados, e articular o nosso movimento, movimento esse genuinamente dos trabalhadores da saúde, englobando todos os setores de suporte ao exercício dos serviços de saúde. E com isso dar um basta na urubusada bolsonarista e demais serviçais da exploração!

SINDICATO SOMOS NÓS,
NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!!

AMEAÇA BOLSONARISTA


*
Esta é a proposta e o convite do
FÓRUM DOS TRABALHADORES DA SAÚDE
FTS

APOIO

MOVIMENTO BRASIL OPERÁRIO
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

ENFERMAGEM: PISO SALARIAL E DUPLO VÍNCULO * Fórum de Trabalhadores da Saúde-FTS

ENFERMAGEM: PISO SALARIAL E DUPLO VÍNCULO
Fórum de Trabalhadores da Saúde-FTS
FNE

Nestes últimos dias tem havido uma avalanche de fake news no seio da categoria de trabalhadores da enfermagem sobre o DUPLO VÍNCULO X PISO SALARIAL. 

SINDENFRJ

Seu objetivo maior foi desacreditar o atual governo, jogando a culpa até em seus subordinados. Acontece que o governo federal jamais iria atuar dessa forma, um vez que se trata de lei, da qual o mesmo é conhecedor.

No entanto, seus "cocorrentes..." da "opo$i$$ão" estão SIM cometendo irregularidades Brasil a fora. Dezenas de prefeitos não acataram a lei. Mas isso está sendo denunciado com toda força dos verdadeiros enfermeiros, e a lei será cumprida, doa a quem doer. 

DUPLO VÍNCULO É LEI e o PISO SALARIAL DA ENFERMAGEM TEM QUE SER RESPEITADO!!

NÃO SE INTIMIDE. DENUNCIE

(Foto: SINDENFRJ)

domingo, 20 de agosto de 2023

ENFERMAGEM DE CLASSE E DE LUTA * Fórum de Trabalhadores da Saúde-FTS

 ENFERMAGEM DE CLASSE E DE LUTA


1 - Nos últimos anos, a categoria da enfermagem começou a ocupar as atenções no cenário nacional, com mobilizações, atos públicos, passeatas, greves por diversas razões e, sobretudo, pela defesa do PISO SALARIAL, inexistente até então em nível nacional.


 2 - Das inúmeras reivindicações destacou-se a prioridade do PISO, que ganhou força e conquistou apoio político, seja dentro da categoria seja na sociedade, com diversas outras categorias apoiando as suas mobilizações, e até apoio parlamentar, sem o qual a conquista da aprovação do PL não teria sido possível. 


3 - Durante toda a sua mobilização notamos o seu crescimento organizacional, com o nascimento de diversos "movimentos de enfermeiros", alguns regionais, outros nacionais, mas todos padecendo de imensa confusão politico-ideológica. 


4 -  Até agora, podemos constatar a presença de estratos abertamente fascistas no seio dos trabalhadores da enfermagem, pra não dizer, da saúde em geral. Há muitos grupos camuflados em cooperativas prestadoras de serviço, como também disfarçados de ONgs. Como se trata de entidades de DIREITO CIVIL PRIVADO, só devem ser denunciadas no MINISTÉRIO PÚBLICO. Mas seus laços com partidos políticos de extrema-direita, ligados ao TERROR NAZISTA BOLSONARISTA, são fatores políticos explícitos e exigem a denúncia mais contundente possível, e isso está público dentro da categoria. Nesse sentido, o grupo mais violento que se formou até este instante é o GIGANTES DA ENFERMAGEM. Ele dispõe de base parlamentar com vários vereadores,deputados estaduais, federais e senadores. Fala direto com o CENTRÃO E SUA FALANGE NAZIBOLSONARISTA.


5 - Sem dúvida que isso tudo é expressão do avanço do neonazismo mundial no Brasil e dentro da classe trabalhadora. Mas sua inserção na saúde não é à-toa. Trata-se de uma avaliação profundamente enraizada na ideologia da exclusão, da redução da humanidade, principalmente, eliminando os pobres e os mais indefesos. Razão de nossas considerações é a denuncia e constatação de "erros médicos que não são simples erros médicos"; denúncias quase corriqueiras de crimes horrendos cometidos por "enfermeiros nazistas" com a morte de pacientes, dentre outras resultantes de maus tratos recebidos em tratamento.


6 - Por tudo isso, a enfermagem não pode ficar indiferente, nem ficar calada ou se deixar intimidar por seitas nazistas incrustada no seu corpo profissional. A ENFERMAGEM NÃO MERECE ISSO.  Afinal é uma atividade fundamental da medicina e se iniciou quase que espontaneamente, através do voluntariado, principalmente na epidemias e guerras. É uma atividade profundamente humanista, vítima do mercantilismo, contra o qual lembramos que SAÚDE NÃO É MERCADORIA! 


Não podemos aceitar manipulação contra nossos interesses de ofício nem virar bonecos em suas manifestações a serviço de interesses espúrios. Nossa união enquanto trabalhadores exige respeito como exige respeito toda a nossa história de luta por reconhecimento, por melhores condições de trabalho, por qualificação condizente com os avanços científico-tecnológicos e por uma remuneração que nos dignifique.


7 - Portanto, o PISO SALARIAL NACIONAL é uma conquista histórica de toda a categoria da enfermagem, no que pese todas as nossas diferenças técnico-profissionais e políticas. Por isso faz-se necessário a mais sólida UNIÃO pra lutarmos pela jornada de trabalho de 30 horas, nacional e retroativa à aprovação do piso.


8 - Por tudo isso, nossa conclusão é chamar cada trabalhador da saúde, acima de nossas especialidades, a não servir de degrau a nenhum aproveitador bem-falante, cheio de discursos, pois geralmente vem pra nos vender  a algum partido-patronal ou político-nazista, uma vez que é só um cabo-eleitoral, caçando moedinhas. Para não cair em suas armadilhas, vamos nos unir em grupos por local de trabalho, vamos estudar nossa realidade. E vamos construir um futuro brilhante para todos.


UNA-SE AO

FÓRUM DE TRABALHADORES DA SAÚDE

FTS
MOVIMENTO BRASIL OPERÁRIO

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

REMOÇÕES DE FAVELAS NO RIO DE JANEIRO * MARCO MARQUES PESTANA - RJ

 REMOÇÕES DE FAVELAS NO RIO DE JANEIRO

MARCO MARQUES PESTANA
***

A DEGRADAÇÃO NEOLIBERAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DOS DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

A DEGRADAÇÃO NEOLIBERAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DOS DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL

Desde a entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, a elite brasileira vem, de forma contínua e cada vez mais atrevida, empenhando todos os esforços para destruir o núcleo duro da nossa Constituição Cidadã, principalmente por meio da aprovação de Propostas de Emenda Constitucional e de Leis que visam a transformação do Estado brasileiro - antes, um Estado Social - em um "Estado Neoliberal", impondo a todos os brasileiros um novo modo de existência no nosso país: trabalhadores cada vez mais sem direitos sociais e recebendo baixos salários, privatização dos serviços públicos sociais, destruição do meio ambiente, produção de da miséria, criação de castas de servidores públicos privilegiados na Administração Pública (militares das Forças Armadas, Magistrados, Procuradores, Promotores, Advogados Gerais da União, fiscais da Fazenda Nacional, deputados federais, senadores...) - todos aqueles que recebem os maiores salários da Administração Pública e detentores do direito à aposentadoria integral e paritária, em flagrante discriminação com relação a todos os outros servidores públicos do país.

A soberania nacional e a democracia não interessam ao neoliberalismo - um pensamento econômico, político e cultural que defende o individualismo, a competição destrutiva e a precificação de todos os serviços públicos e de todos os direitos sociais, negando os direitos humanos e criando a meritocracia com fundamento numa igualdade formal, onde as desigualdades sociais existentes são de responsabilidade do próprio cidadão, que é pobre, desempregado, analfabeto e desabrigado por sua própria culpa, já que, para os neoliberais, as oportunidades são as mesmas para todo mundo.

A proposta de reforma Administrativa que se pretende aprovar é aquela que introduz no interior da Administração Pública princípios liberais do mercado, que têm por finalidade estabelecer um novo Princípio - o Princípio da Supremacia do Interesse Privado Sobre o Intrresse Público, colocando a Administração Pública - e, por consequência, o próprio Estado brasileiro - submetido e subordinado às imposições, desejos e leis do mercado, perdendo a sua soberania.

O neoliberalismo é incompatível com a democracia, já que é uma doutrina do pensamento único, que não admite contestação. A transformação do Estado brasileiro em um Estado gerencial, com o argumento de torná-lo mais eficiente não tem se confirmado. Isso porque o Estado não é uma empresa, do meu modo que a gestão das finanças públicas não pode ser vista como sendo equivalente à uma gestão das finanças privadas de uma família.

Os princípios do direito público não são os mesmos princípios do direito privado; o regime jurídico administrativo de direito público não é igual ao regime jurídico administrativo de direito privado. O interesse público não é o mesmo do interesse privado.

Assim, o neoliberalismo atua praticando uma Necropolítica com a finalidade destrutiva de todos os direitos de cidadania, tornando o nosso país uma nação castas, onde as desigualdades e as injustiças sociais sejam uma realidade necessária para a manutenção do Império neoliberal, onde a dignidade da pessoa humana inexista como princípio e como fundamento dos nossos direitos humanos fundamentais.

Há nisso tudo um grande retrocesso civilizatório. E a questão que colocamos é: Quem vai ter a responsabilidade pública e a coragem de pôr um freio definitivo nas políticas públicas neoliberais e estabelecer uma correção de rumo, trazendo de volta o Estado Democrático e Social de Direito e de Direitos, conforme previsto no projeto de nação definido na nossa Constituição Cidadã de 1988?


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
wladuff.huap@gmail.com
04/08/2023

ANEXO
ENFERMAGEM, JORNADA DE 30 HORAS JÁ!

sábado, 29 de julho de 2023

ENFERMAGEM: DIGNIDADE SE CONQUISTA COM GARRA NA LEI OU NA MARRA * Fórum de Trabalhadores da Saúde/FTS-RJ

ENFERMAGEM: 
DIGNIDADE SE CONQUISTA COM GARRA
 NA LEI OU NA MARRA

Sem jornada de trabalho definida, são contratados para fazer plantão. Esses, podem variar de 12 a 24 horas. E por ser considerado atividade essencial, se faltar um profissional para completar o plantão seguinte, um integrante dobra para completar a equipe. Isso pode inclusive lhe impor mais um expediente de 24 horas, levando-o a trabalhar 48 horas seguidas. Esse é um dos fatores de stress físico e mental, levando muitos trabalhadores à exclusão profissional.


De modo que a situação da categoria enfermagem, hoje, no Brasil, é uma calamidde sem precedentes. Há casos em que os trabalhadores contratados para enfermagem fazem serviços de limpeza, estocagem, carga e descarga de entregas nos hospitais, sem contar a substituição de outros profissionais de saúde, tais como farmacêuticos e agentes comunitários de saúde.

Portanto, pensar enfermagem no Brasil de 2023 implicar em observar as condições da luta de classes em geral, frente aos ataques neoliberais, aonde todos os direitos trabalhistas e sociais foram surrupiados para atender à ganância dos investidos em bolsas de valores mundo afora, e, acrescente-se aí a covardia e entreguismo da fração capitalista nacional, que arrastou consigo o executivo, o judiciário, o legislativo, a mídia e, pasmem, todas denominações religiosas, inclusive cristãs. Foi sssim, que os nossos direitos conquistados com suor e sangue, nossos e de nossos antepassados, foram afanados. No âmbito nacional, isso é exsacerbado em vários aspectos: começando com a lavagem cerebral samba-novela-futebol-religiões, que pira o coitado do peão e o deixa pronto para o patrão montar. Paralelo a isso, tem-se o aparelho partidário burguês, fortalecido por vários partidos políticos pseu-esquerda, que encabresta a classe trabalhadora e fortalece o aparelho ideológico do sistema capitalista no Brasil. Mas não pára aí. Temos ainda a imensa estrutura sindical viciada em comodismo e corrupta, que se especializou em propinas e negócios com o aparelho empresarial. Por exemplo, grande parte da estrutura sindical brasileira não passa de agenciadora de planos de saúde, funerárias e turismo.

ENFERMEIRO SILVIO

Então, vamos nos perguntar: e o piso salarial?

A enfermagem nunca teve piso salarial, fator de reconhecimento, incentivo à qualificação e alto estima. Por isso, nos últimos anos ganhou força no meio profissional a mobilização pela conquista dessa garantia. Nessa mobilização, surgiram vários interessados em seu sucesso, tais como parlamentares em todos os níveis, o que resultou no envolvimento até de presidente da república. Assim, ele foi votado e sncionado. Mas e daí? Quem paga? Essa questão gerou um verdadeiro desespero, pois não basta ter o piso. Tem que haver fonte pagadora, pelo menos no que diz respeito aos servidores públicos. Bom, tudo foi resolvido. Resolvido? E a enfermagem do setor privado? Pronto. É aonde nos interessa chegar. Os trabalhadores do segmento privado são milhares, é um mercado político nada desprezível. Só que apenas ELES não dominam isso. A dominação ideológica gera verdadeira cegueira nessa categoria, não sei se por que vestem BRANCO, e são confundidos com DOUTORES, não sei. Mas são, sim, verdadeiras cavalgaduras montadas pelos patrões. Uns servem ao governo, outros à oposição e todos se esquecem de que serão manipulados em troca de votos. Todos seremos sugados por esses vampiros pelegos sindicais+patrões+políticos+governos. Nos dividirmos em função disso, é suicídio.

RESILIÊNCIA

O QUE VEM PELA FRENTE

Verificamos que nosso horizonte é turvo. 2024 tem eleição para vereador e prefeito. Entre nós já circulam umas figuras tipo vedete do lixo. Falam tudo que lhes dê prestígio, não importa com quem, porque só interessa plateia. E é justamente o que acontece com a maiori de nossos companheiros trabalhadores, inclusive a enfermagem. Viram plateia batendo palmas para os aproveitadores do circo. Se esquecem de suas jornadas de trabalho, do ritmo escorchante, das humilhações, e dos parcos salários. Cedem, literalmente, ao ladrão.
VITÓRIA EM SAQUAREMA-RJ


POR ISSO COMPANHEIRADA

Enfermagem e toda a classe trabalhadora, nosso foco é a classe, é a luta, por nossos direitos, pelo piso salarial, por melhores condições de trabalho, por uma jornada de trabalho digna, pela formação de núcleos de trabalhadores por local de trabalho, por mais qualificação e dignidade profissional, por respeito a uma das profissões mais importantes na vida de todos nós, pela construção de um sindicalismo efetivamente operário sem pelegos nem x9 patronais, pelo fortalecimento da enfermagem pública e privada. 
VAMOS CONSOLIDAR O PISO COM GARRA
 NA LEI OU NA MARRA!!
FÓRUM DE TRABALHADORES DA SAÚDE
*

sexta-feira, 28 de julho de 2023

FOCO NA CLASSE E NA LUTA * Enfermeiro RAJ - PR

 FOCO NA CLASSE E NA LUTA

Foto:SINDENFRJ

Análise crítica conjuntural sobre a luta pelo piso nacional da enfermagem.


Gostaria de chamar atenção sobre algumas questões, em específico na categoria da enfermagem, ressaltando evidentemente, pontos  importantes que ao meu ver tem culminado negativamente com o insucesso momentâneo do nosso movimento, principalmente no que se refere aos atos de agitação e nas tentativas de greve recentemente:



1°- Ponto importantíssimo. A história já nos mostrou, e tem nos mostrado através da literatura, filmes, músicas  e  afins que a luta da classe trabalhadora ao longo dos tempos, contra os desmandos, exploração e sacrifícios vindos da classe dominante, neste caso na figura dos empresários, donos dos grandes engenhos do passado, donos de terras e donos de fábricas, sobre os trabalhadores, é algo sistêmico desde a sua concepção e inerente ao sistema capitalista, fruto da própria relação de trabalho ( patrão x empregado)  e que durante este longo processo de relação, algumas concessões ( direitos adquiridos) foram conquistados, sobre o custo de muita luta, e porque não, muito sangue também, e hoje nos encontramos sob a luz desta mesma realidade, ou seja, luta por direitos. No entanto, é preciso que enxerguemos a história como um todo aprofundando o entendimento em todo o seu processo, para que evidentemente tenhamos a sabedoria pra seguir, agir, avançar e concluir positivamente este processo árduo e desgastante de luta.  Ora, é mais do que sabido , principalmente pelos mais experientes e conscientes que a classe trabalhadora só conquistou alguma coisa ao longo dos séculos e nas longas páginas de sua história, lutando. De que forma? Principalmente *FAZENDO GREVE NAS FRENTES DAS GRANDE FÁBRICAS DO BARÕES, PATRÕES DONOS DO CAPITAL*A história está aí para ser lida, entendida e  interpretada. 


A situação atual da enfermagem é muito simples e não se diferencia em nada das demais categorias, inclusive do passado; pelo contrário,  é muito semelhante em quase todos os aspectos. E de que forma precisamos agir? Com enfrentamento organizado e pressão, sobre quem? Governos? Sim evidentemente, mas principalmente contra os DONOS DO CAPITAL, que é quem evidentemente dá as cartas e controlam todo o rito do que acontece em Brasília ou melhor no Brasil e no mundo, ou vocês acham que não? Basta ver quem são os donos dos principais hospitais, redes ou grupos de saúde no Brasil e onde muitos deles estão inseridos, quem foram os principais responsáveis em colocar o piso da enfermagem na situação que se encontra hoje, além dos ministros do STF? Sim! E a quem o STF obedece senão aos donos do capital? Quais os interesses por trás daqueles ministros, Gilmar Mendes, Barroso, Fux etc. Então, a tarefa básica para nós trabalhadores da enfermagem é simples, direcionar nossas forças  no rumo correto, A INICIATIVA PRIVADA, os grandes hospitais, seguindo o exemplo dos colegas guerreiros do Rio de janeiro. Agora imaginem só, um grande movimento de agitação e manifestação , (não precisa ser greve neste primeiro momento), em frente ao hospital Sírio Libanês, Einstein ou algum hospital de ponta de qualquer cidade do Brasil que atende pacientes de classe média ou alta.  Basta algumas manifestações para ver se não chamamos atenção, inclusive da mídia vendida que é gerida pelos donos do capital. Creio que a direção principal seja esta que devemos seguir, basta organização e força de vontade e principalmente consciência de classe.


2° Ponto:  definir como pauta principal a bandeira de luta da categoria, a enfermagem, deixando de lado, todo e qualquer viés ideológico partidário. E preciso sobretudo ter entendimento que trata-se de uma luta contra o sistema no geral, independentemente de quem esteja no poder, isto não quer dizer evidentemente que não se deve cobrar de quem está no poder, pelo contrário, é tarefa nossa, porém a cobrança deve ser feita nas ruas , através de manifestações organizadas e direcionadas e não com ataques rasos e sem base contra presidente A ou B dentro dos grupos, por que isto não agrega em nada. Pelo contrário, só fragmenta e enfraquece a união e organização dos trabalhadores dentro do movimento que é composta por pessoas de um universo plural ideológico de opiniões diversas e acaba gerando um sentimento de mal-estar dentro da organização. O desejo e anseio dos trabalhadores em um processo de emancipação e conquista é apenas um:  a vitória dos trabalhadores.


3° Ponto: As entidades de representação que infelizmente deixam e tem deixado muito a desejar tem sido um problema muito grave para nós, porque atendem interesses próprios e deixam a categoria sob a luz de sua própria sorte. Neste sentido é preciso compor o fortalecimento da base organizada, igual estes grupos do “gigantes” que nasceram da real necessidade e organização dos trabalhadores e que vem lutando a cada dia de forma séria e corajosa, porque foi formado por trabalhadores da base, sobre esta condição e entendimento. 


É preciso ações combativas contra o peleguismo sindical e presença massiva dos trabalhadores da base no interior destas instituições, para que se faça valer os reais desejos e anseios da classe trabalhadora, é preciso presença e participação dos trabalhadores, sobretudo em todas as entidades representativas( Sindicatos, Corens e cofens), na composição e direção do interior de suas estruturas. Em suma, a análise é esta, seguimos juntos, sempre, até a vitória final!

APOIO

Fórum de Trabalhadores da Saúde

Movimento Brasil Operário - MBO
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

terça-feira, 18 de julho de 2023

Trabalhadores da Saúde na Alegria pelas Vitórias da Vida - RPS 44º Aniversário * Dr. Enrique Beteta Acevedo.Nic

 Trabalhadores da Saúde na Alegria pelas Vitórias da Vida - RPS 44º Aniversário

Cheia de alegria, esperança, paz e harmonia, a Revolução caminha para seus 44 anos cheia de patriotismo, vontade de ferro na luta, sempre generosa na vitória e lembrando seus caídos com honras e respeito por sua façanha, garantindo a vida e a solidariedade. típica do alegre sandinismo, cheia de cores, sendo um modo de vida de cada militante nesta data memorável do nosso amor ao país.

Estamos em rota direta para o 44º aniversário mostrando nossa cara cheia de compromissos, aí está nossa origem como cidade para eles continuaremos caminhando, cumprindo nosso trabalho diário, resolvendo problemas de saúde nas comunidades, atentos às emergências, trabalhando, caminhando casa a casa, fumigando incansavelmente, vacinando comunidade por comunidade, bairro por bairro, setor por setor, atendendo nossas unidades de saúde com cuidado na pele e qualidade nas retinas, estamos tirando amostras para combater a Dengue e a Malária sem descanso, realizando nossas feiras nas comunidades, ativas e eficazes nos dias cirúrgicos para diminuir as listas de espera, continuaremos evitando deficiências e malformações em crianças por meio de cirurgias materno-fetais, avançamos com mais unidades de saúde, Maior capacidade resolutiva, fornecendo sempre gratuitamente cobertura de cuidados até o último canto do país.

Chegamos ao 17 de julho, dia da alegria nacional, aquela defendida por todos, na boca de meninos e meninas para adolescentes e jovens, a alegria da população de idosos, caminhamos para o 19 de julho cheios de tanto vigor para festejar com força soberana, mostrando os nossos rostos enérgicos e prestando as homenagens que os nossos caídos merecem em todos os tempos, vamos para a nossa grande e abençoada missa, o nosso máximo acto de reverência pela vida e liberdade dos povos, todos os trabalhadores da saúde orgulhosos das batalhas vencidas, das lutas travadas e das vitórias obtidas, vamos vitoriosos por caminhos de sol que não declina, é a nossa vez de mostrar e participar com fé nas vitórias seguintes os nossos triunfos como rituais para aqueles que não estão conosco, todos orgulhosos como sanitaristas de continuar construindo os triunfos de todos em uma cidade que não se vende nem se rende por herança do general Sandino, todos com Daniel e Rosario sempre além.


Dr. Enrique Beteta Acevedo.Nicarágua



Trabajadores de la Salud en victorias de alegría por la Vida - 44 Aniversario RPS 


Llenos de alegría, esperanza, Paz y armonía camina la Revolución hacía sus 44 años cargados de Patriotismo, voluntad férrea en la lucha, siempre generosos en la victoria y recordando a sus caídos con honores y respeto de su gesta, asegurando la vida y la solidaridad como banderas propias del sandinismo alegre, llenos de colores, siendo una forma de vida de cada militante en esta fecha memorable de nuestro amor por la patria.

Vamos en ruta directa al 44 aniversario mostrando nuestro rostro lleno de compromisos, ahí está nuestro origen de pueblo por ellos seguiremos andando, cumpliendo con nuestro trabajo diario, resolviendo los problemas de salud en las comunidades, atentos a las emergencias, trabajando, caminando casa a casa, fumigando sin descanso, vacunando comunidad a comunidad, barrio a barrio, sector por sector,  atendiendo en nuestras unidades de salud con el cariño en la piel y la calidad en las retinas,  vamos tomando muestras para batallar contra el Dengue y la Malaria sin descanso, realizando nuestras ferias en las comunidades, activos y efectivos en las jornadas quirúrgicas para bajar las listas de espera, seguiremos evitando las discapacidades y las malformaciones en los niños y niñas por medio de las cirugías materno fetales, avanzamos con mas unidades de salud, mayor capacidad resolutiva dando cobertura de atención gratuita siempre hasta el último rincón del país.

Llegamos al 17 de Julio día de la alegría nacional, la defendida por todos, en los labios de los niños y niñas para los adolescentes y jóvenes, la alegría de la población de los adultos mayores, vamos rumbo al 19 Julio llenos de tanto vigor a celebrar con fuerza soberana, mostrando nuestros rostros enérgicos y rindiendo el tributo que merecen nuestros caídos en todas las épocas, vamos a nuestra gran misa bendita y alegre, nuestro máximo acto de reverencia a la vida y a la libertad de los pueblos, todos los trabajadores de la salud orgullosos de las batallas ganadas, de las luchas libradas y las victorias obtenidas, vamos victoriosos por senderos de sol que no declina, nos toca mostrar y participar con la fe en las siguientes victorias nuestros triunfos como rituales para los que no están con nosotros, todos orgullosos como trabajadores de la salud a seguir edificando los triunfos de todos y todas en un pueblo que no se vende ni se rinde por herencia del General Sandino, todos con Daniel y Rosario siempre más allá.


Dr. Enrique Beteta Acevedo.Nic

....

ENFERMAGEM RUMO À VITÓRIA * PEDRO RAFEL VILELA/AGENCIA BRASIL

ENFERMAGEM RUMO À VITÓRIA
PEDRO RAFEL VILELA/AGENCIA BRASIL

Ministério prevê pagamento do piso da enfermagem a partir de agosto.

O Ministério da Saúde informou que está em processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento já para ser incluído no contracheque de agosto.

O Ministério da Saúde informou, na última sexta-feira (14), que está em processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento já para ser incluído no contracheque de agosto. De acordo com a pasta, também foi realizado, "com êxito", um amplo processo de levantamento de dados dos profissionais da enfermagem junto aos estados e municípios para apurar os valores a serem repassados a cada ente da federação. O piso será pago em nove parcelas neste ano.

De acordo com as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU), o cálculo do piso será aplicado considerando o vencimento básico e as gratificações de caráter geral fixas, não incluídas as de cunho pessoal.

"A metodologia de repasse aos entes e o monitoramento da implementação do piso em nível nacional tomará como base um grupo de trabalho com a participação de diferentes pastas (Ministério da Saúde, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério do Planejamento e Orçamento, Advocacia-Geral da União e Controladoria-Geral da União), sob supervisão dos ministérios que integram a estrutura da Presidência da República e coordenados pela Casa Civil", diz o informe divulgado pelo Ministério da Saúde.

Entenda

Em maio, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o pagamento do piso nacional da enfermagem após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sancionado a abertura de crédito especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso.

Até então, o novo piso nacional, definido pela Lei nº 14.434, estava suspenso, desde setembro de 2022, por decisão do próprio Barroso, até que os entes públicos e privados da área da saúde esclarecessem o impacto financeiro. Segundo os estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

Na nova decisão, Barroso determinou que estados, Distrito Federal e municípios, bem como às entidades privadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a obrigatoriedade de implementação do piso nacional só existe no limite dos recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para essa finalidade.

Valores

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela lei. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60 mil parteiras.